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Em um 2026 “altamente competitivo” para setor de saúde, BofA aposta em duas campeãs

13 jan 2026, 19:11 - atualizado em 13 jan 2026, 19:11

O Bank of America avalia que 2026 deve ser mais um ano de competição intensa entre as companhias do setor de saúde. Ainda assim, o banco enxerga que duas empresas devem se destacar nesse ambiente mais desafiador: suas principais apostas são Rede D’Or (RDOR3) e Dasa (DASA3).

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“Esperamos que 2026 siga altamente competitivo entre as operadoras de saúde. Os índices de sinistralidade do setor têm apresentado queda em direção aos níveis pré-pandemia, refletindo ajustes de preços e um melhor gerenciamento de sinistros”, afirma o time do BofA, liderado pelo analista Flavio Yoshida.

Segundo o banco, as operadoras agora pressionam por ganhos adicionais por meio de estratégias de precificação mais agressivas, dinâmica considerada típica do ciclo do seguro-saúde. Nesse contexto, porém, grandes redes hospitalares e de diagnóstico tendem a ser mais protegidas, graças à escala, à relevância clínica e à maior complexidade dos serviços prestados, o que lhes confere maior poder de barganha.

Rede D’Or e Dasa são as favoritas no setor de saúde

Essa leitura de maior competição e diferenciais competitivos explica, em grande parte, a preferência pela Rede D’Or. Para o BofA, a companhia combina escala com potencial de expansão de margens, sustentada por ganhos de eficiência hospitalar e pela melhora do Medical Loss Ratio (MLR) da SulAmérica.

“A empresa reúne escala, execução consistente e espaço para expansão de margens, apoiada pela eficiência operacional e pela melhora do MLR”, afirma o banco.

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O relatório também cita a opcionalidade de uma eventual aquisição do Fleury (FLRY3) como um possível gatilho positivo, apesar de as negociações terem fracassado no fim de 2025. Ainda assim, o BofA reduziu o preço-alvo da ação de R$ 54 para R$ 52, citando uma maior distribuição de dividendos — o que reduz ganhos financeiros. “Isso não é um problema, dado o forte perfil de geração de caixa da companhia”, avalia a equipe.

Já para a Dasa, o banco destaca uma história de turnaround fora do consenso do mercado. Após a joint venture hospitalar com a Amil e se desfazer de ativos hospitalares, que foram para a nova empresa, a companhia passou a concentrar integralmente sua estratégia no segmento de diagnósticos, seu core business.

Na avaliação do BofA, esse movimento acelera a desalavancagem, melhora a conversão de caixa e reduz o risco operacional. Diante desse cenário, o BofA dobrou o preço-alvo da Dasa, de R$ 3 para R$ 6, reforçando a visão mais construtiva sobre a ação.

OdontoPrev, Fleury e Hapvida na ponta oposta

Na ponta oposta, o BofA rebaixou a OdontoPrev (ODPV3) para underperform (equivalente à venda) e reduziu o preço-alvo de R$ 13 para R$ 11. A principal justificativa é o ambiente competitivo mais acirrado no segmento de planos odontológicos.

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“Antecipamos uma deterioração do Dental Loss Ratio (DLR) em um ambiente  mais desafiador. Avaliamos que o terceiro trimestre de 2025 marcou o ponto de inflexão da tendência de melhora observada no primeiro semestre”, afirma o banco.

O BofA também manteve a recomendação underperform para o Grupo Fleury, embora tenha elevado o preço-alvo de R$ 12,50 para R$ 14. Segundo o banco, a tese segue sustentada pela estabilidade de margens e pelos ganhos de eficiência operacional.

A companhia tem avançado na padronização de processos, centralização de compras e captura de sinergias com aquisições realizadas nos últimos anos, o que ajuda a mitigar pressões competitivas. Ainda assim, o banco avalia que a competição mais intensa no segmento premium limita o potencial de re-rating adicional da ação, justificando uma postura mais cautelosa quanto ao valuation.

Para a Hapvida (HAPV3), que também já tinha recomendação underperform, o BofA reduziu o preço-alvo de R$ 35 para R$ 19. O banco mantém uma visão cautelosa sobre a capacidade de recuperação da operadora de saúde, avaliando que o ritmo de melhora operacional segue incerto em um momento de mais competição

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Desde a fusão com a NotreDame, a empresa enfrenta margens mais pressionadas, especialmente no Sudeste. “Apesar das iniciativas em andamento, a visibilidade sobre uma normalização sustentável das margens ainda é limitada”, afirma a equipe. Segundo o BofA, a Hapvida ainda precisa demonstrar avanços mais consistentes para justificar um re-rating das ações, diante de um histórico recente de execução abaixo do esperado.

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Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja.
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