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Embraer (EMBJ3): JP Morgan eleva preço-alvo e calcula potencial de alta de 30%; veja os catalisadores para a ação

10 mar 2026, 10:35 - atualizado em 10 mar 2026, 10:35
eve embraer
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O JP Morgan elevou o preço-alvo da Embraer (EMBJ/EMBJ3) após uma atualização de estimativas decorrente dos resultados do quarto trimestre de 2025.

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No caso das ações EMBJ3, o banco gringo elevou de R$ 108 para R$ 109, enquanto as ações negociadas em bolsa americana, EMBJ, tiveram elevação de US$ 80 para US$ 84.

Com a mudança, o banco calcula um potencial de valorização de aproximadamente 30% ante o preço de fechamento da segunda-feira (9).

“Incluindo a Eve em nosso preço-alvo para dez/26 de US$ 7,00 por ação, os valores justos da Embraer seriam de US$ 94,00/R$ 122,00 (a contribuição da Eve é de aproximadamente US$ 10 por ADR ou cerca de R$ 13,00 por ação)”, diz a equipe de analistas liderada por Marcelo Motta.

O banco gringo mantém recomendação overweight (equivalente à compra) para a fabricante de aeronaves brasileira, tendo em vista que a avaliação permanece atrativa.

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“Esperamos que o desconto da Embraer em relação aos pares continue a diminuir, sustentado por maior potencial de crescimento, melhora nos retornos e carteira de pedidos recorde”, dizem os analistas.

Entre os catalisadores de curto prazo, está a possibilidade de alta para a margem Ebit (lucro antes de juros e impostos) de 2025, atualmente projetada entre 8,7% e 9,3% por conta das tarifas dos Estados Unidos atualmente zeradas, o que, nas contas do banco, resultaria em margem Ebit de 9,6% e 10,1%.

Somado a isso, um fluxo positivo de notícias nos segmentos Comercial e de Defesa na Índia e novidades sobre a parceria nos Estados Unidos com a Northrop Grumman para vender o C-390 como um avião-tanque ágil para a Força Aérea dos EUA estão entre os catalisadores.

Por fim, a Embraer também pode se beneficiar de um progresso contínuo nos testes de voo e no processo de certificação do eVTOL da Eve.

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Desempenho ações

Nos últimos 5 dias, as ações da Embraer acumulam queda superior a 10%.

Na visão dos analistas do JP Morgan, esse desempenho teve como motivação a combinação de uma realização de lucros, após forte valorização desde dezembro, além de projeções mais fracas do que o esperado para entregas na aviação comercial e margem Ebit.

“Embora a Embraer tenha superado seu guidance de margem Ebit para 2026, de 7,5% a 8,3%, entregando 8,7%, acreditamos que os investidores estejam tomando o guidance de margem para 2026 ao pé da letra, mesmo ele incluindo tarifas dos EUA atualmente em zero”, dizem os analistas.

Resultados da Embraer

No quarto trimestre de 2025, a fabricante registrou lucro líquido ajustado de R$ 832 milhões. A cifra representa um recuo ante o resultado de R$ 1,04 bilhão registrado no mesmo período no ano anterior.

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O montante ficou abaixo da expectativa do mercado. Consenso reunido pela Bloomberg apontava para um lucro líquido de US$ 162 milhões no período.

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, foi de R$ 1,61 bilhão, também abaixo do desempenho no quarto trimestre de 2024, quando teve Ebitda de R$ 1,95 bilhão.

margem Ebitda ajustada atingiu 11,2%, abaixo do desempenho do mesmo período do ano passado, de 14,2%, e levemente abaixo dos 11,7% registrados no último trimestre.

Ebit (lucros antes de juros e impostos) ajustado da fabricante de aeronaves brasileira também encolheu, totalizando R$ 1,24 bilhão no 4T25, ante R$ 1,58 bilhão no mesmo período em 2024.

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margem Ebit ajustada ficou em 8,7% no quarto trimestre de 2025, frente 11,5% no mesmo período do ano anterior.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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