Empresário manda fechar lojas e recupera o posto de terceiro homem mais rico do mundo — mas posição dura pouco
O fundador da Amazon, Jeff Bezos, recuperou na última semana o posto de terceiro homem mais rico do mundo, após o anúncio de fechamento de algumas lojas físicas da companhia. Com isso, o executivo retomou a posição que havia perdido no início de janeiro para o cofundador do Google, Sergey Brin.
A fortuna de Bezos cresceu em linha com o avanço das ações da Amazon em decorrência do anúncio de fechamento de todas as unidades físicas da Amazon Go e Amazon Fresh, que faziam parte do posicionamento em supermercados. Dentro do segmento, o foco da companhia se voltará para as entregas no mesmo dia.
A Amazon, no entanto, não pretende ficar totalmente fora do físico. A ideia agora é promover a abertura de mais 100 unidades da Whole Food nos próximos anos, a rede de supermercados de produtos naturais que pertence à companhia.
As operações da Amazon Go e Fresh não conseguiram criar uma experiência de cliente diferenciada com o modelo de negócios adequado para uma expansão em larga escala, de acordo com comunicado da empresa. Algumas das unidades serão convertidas em lojas da Whole Foods.
A fortuna de Jeff Bezos
A mudança na Amazon engordou a fortuna de Bezos. De acordo com a lista de bilionários da Forbes em 27 de janeiro, o patrimônio líquido de Bezos aumentou em US$ 4,8 bilhões (R$ 27,36 bilhões), alta de 1,9%, alcançando US$ 254 bilhões (R$ 1,4478 trilhão).
Apesar do impacto do anúncio, nesta terça-feira (3), Bezos volta ocupar a quarta posição do ranking de mais ricos do mundo, novamente atrás de Sergey Brin conforme a lista em tempo real da Forbes. A fortuna é estimada em US$ 253 bilhões.
O ranking em tempo real sofre impactos de anúncios na empresa e oscilações referentes às mudanças no patrimônio. Brin aparece pouco a frente, com uma fortuna estimada em R$ 259 bilhões.
Amazon nos supermercados
Conforme destaca a própria Amazon, hoje a companhia é uma das três maiores redes de supermercados dos Estados Unidos, com mais de US$ 150 bilhões em vendas brutas e mais de 150 milhões de clientes comprando alimentos anualmente.
A categoria de itens essenciais para o lar representa um terço de cada unidade vendida no Amazon.com, segundo a companhia.
“Continuaremos a inovar para os clientes, incluindo o teste de novas experiências em lojas físicas, como o Amazon Grocery, que lançamos em parceria com o Whole Foods Market em Chicago, Illinois, ou nossa experiência de “loja dentro da loja” no Whole Foods Market em Plymouth Meeting, Pensilvânia”, dia a companhia.