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Empresas que buscam aquisições movimentarão US$ 300 bi em dois anos, calcula Goldman

14 dez 2020, 11:36 - atualizado em 14 dez 2020, 11:36
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Cerca de 205 SPACs captaram US$ 61 bilhões em aberturas de capital e estão em busca de alvos de aquisição, segundo o banco (Imagem: Divulgação)

Companhias com cheque em branco no bolso e em busca de negócios podem gerar US$ 300 bilhões em fusões e aquisições durante os próximos dois anos, prevê o Goldman Sachs.

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Em 2020, as chamadas empresas de aquisição de propósito específico (conhecidas pela sigla em inglês SPAC) levantaram US$ 70 bilhões, ou cinco vezes mais do que no ano passado, segundo estrategistas do banco liderados por David Kostin.

Por trás desse avanço estão a procura por rendimento, a migração no foco das SPACs de ações de empresas de valor para as de crescimento, além de investidores de varejo buscando negócios não tradicionais e em estágio inicial, de acordo com a análise do Goldman Sachs.

Cerca de 205 SPACs captaram US$ 61 bilhões em aberturas de capital e estão em busca de alvos de aquisição, segundo o banco.

“Se for mantida a proporção vista neste ano, de cinco vezes o capital das SPACs para o valor dos alvos de fusão e aquisição, o valor agregado desses futuros alvos de aquisição seria US$ 300 bilhões”, afirmou o relatório.

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Neste “ano das SPACs”, como classificou o Goldman Sachs, muitos investidores de peso entraram no jogo. Agindo como uma empresa que só existe no papel, o objetivo de uma companhia com cheque em branco é listar e, em seguida, comprar outra empresa que pretenda abrir o capital.

A Highbridge Capital, do JPMorgan, quer levantar US$ 1 bilhão ou mais para apostar em SPACs, segundo pessoas a par do assunto. Já a Perella Weinberg Partners está perto de um acordo para abrir o capital por meio de uma empresa com cheque em branco, segundo outra fonte. Bilionários como Richard Branson e Bill Ackman também foram atraídos pelas SPACs.

“Esperamos que o nível de atividade das SPACs continue alto em 2021”, afirmaram os estrategistas, apresentando a ressalva de que taxas de retorno insatisfatórias após as aquisições podem funcionar como obstáculo para futuras emissões.

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