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Eneva (ENEV3): UBS BB eleva recomendação para compra e revisa preço-alvo; ações sobem 4% na bolsa

05 fev 2026, 12:47 - atualizado em 05 fev 2026, 12:47
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Eneva (ENEV3): UBS BB eleva recomendação para compra e revisa preço-alvo para as ações (Imagem: Divulgação/Eneva)

O UBS BB atualizou sua visão sobre a Eneva (ENEV3) e elevou a recomendação para as ações de neutra para compra, aumentando também o preço-alvo de R$ 16 para R$ 27.

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O valor implica um potencial de valorização de 25% em relação à cotação atual, de R$ 21,61. Por volta das 12h (horário de Brasília), os papéis da companhia subiam 4% na B3. Acompanhe o tempo real.



Leilão de 2026

Segundo o UBS BB, a mudança reflete uma leitura mais otimista sobre o papel das térmicas no sistema elétrico brasileiro e, principalmente, sobre o potencial do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2026, considerado um evento-chave para a empresa e previsto para ocorrer em março.

Na avaliação do banco, o país entrou numa fase em que a energia despachável se tornou estruturalmente necessária, diante do aumento da volatilidade da carga, da expansão da geração solar — que gera excesso de oferta ao meio-dia — e da necessidade de resposta rápida no início da noite.

Energia despachável é aquela que pode ser ligada, desligada ou ter a produção ajustada quando o sistema elétrico precisa.

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Nesse contexto, o LRCAP surge como o principal mecanismo para precificar confiabilidade e flexibilidade, favorecendo companhias capazes de entregar potência no prazo.

Apesar da forte valorização das ações da Eneva na bolsa, que acumulam alta de 77% nos últimos 12 meses, o UBS BB avalia que o mercado ainda superestima os riscos de um leilão menos favorável para a empresa, seja pela não recontratação de ativos existentes ou por eventuais limitações à expansão.

Pontos fortes

Na visão dos analistas da casa, a Eneva se destaca por estar entre os poucos players capazes de transformar preços mais altos em megawatts contratados.

Além disso, como operadora no formato Reservoir-to-Wire (R2W), a companhia não precisa contratar transporte de gás, o que reduz custos e garante vantagem competitiva relevante no leilão.

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Tome nota: o modelo R2W foi implementado no Brasil pela Eneva em larga escala e consiste na conexão direta dos poços de exploração de gás natural à geração de energia elétrica, eliminando etapas intermediárias.

Otimismo à vista

Com base em premissas mais otimistas para o LRCAP de 2026, o UBS BB passou a considerar um preço de contratação de cerca de R$ 275/MWh, ante aproximadamente R$ 132/MWh anteriormente. O cenário também inclui 1,3 GW de expansão no complexo de Celse e a recontratação de usinas térmicas a carvão.

Essas mudanças elevaram a estimativa de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Eneva em 2030 de R$ 7,4 bilhões para R$ 12,7 bilhões.

“A inflação das turbinas, as taxas de juros mais elevadas e as maiores necessidades de energia intradiária impulsionam a nossa mudança de perspectiva para o leilão e para a empresa”, afirmou o banco.

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Na avaliação da casa, o que antes era visto como uma história de recontratação e preservação de caixa passou a ser encarado como uma opção de crescimento orientada por eventos, com o resultado do leilão de março de 2026 devendo dominar o desempenho das ações no curto prazo.

“O potencial de valorização será impulsionado principalmente por duas variáveis: preço da capacidade e megawatts contratados. Efeitos secundários, como uma redução modesta do custo do capital próprio, reforçam, mas não impulsionam, a reavaliação. Acreditamos que o resultado do LRCAP provavelmente dominará a performance dos papéis.”

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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