Comprar ou vender?

Enquanto o Ibovespa derrete, esta mineradora já subiu 56% (e alta não acabou, vê Safra)

13 jun 2024, 13:57 - atualizado em 13 jun 2024, 14:04
Aura Minerals
O banco iniciou a cobertura do papel com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 65, o que abre potencial de elevação de 36% (Imagem: Aura Minerals)

O Ibovespa não vive os seus melhores dias, com o índice despencando 9,78% no ano. A queda dos juros no Brasil e nos Estados Unidos era a esperança que o investidor precisava para comprar bolsa. Porém, sinais negativos, com dados acima do esperado, frustraram o mercado.

  • Como proteger os seus investimentos: dólar e ouro são ativos “clássicos” para quem quer blindar o patrimônio da volatilidade do mercado. Mas, afinal, qual é a melhor forma de investir em cada um deles? Descubra aqui. 

Mas fora do índice, uma ação respira. Trata-se da Aura Minerals (AURA33), empresa canadense de mineração de ouro. A ação salta 56% desde fevereiro na esteira do preço da commodity, que subiu cerca de 15% no ano. E para o Safra, ainda é possível aproveitar essa pernada.

O banco iniciou a cobertura do papel com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 65, o que abre potencial de elevação de 36%.

Para os analistas Ricardo Monegaglia e Conrado Vegner, que assinam o relatório, o preço sobre o valor patrimonial líquido (P/NAV) de 0,7 x não reflete o valor total dos seus ativos, enquanto a faixa de P/NAV dos produtores de ouro intermediários está entre 0,9x – 3,5x.

“A Aura se destaca em comparação com a média de seus pares em termos de Ebitda (que mede o resultado operacional) e CAGR (taxa de crescimento anual composta) de produção em 2023-26 e rendimentos de FCF (fluxo de caixa) em 2024-26”, explicam.

Ação da Aura Minerals barata e entrega de resultados

Segundo os cálculos dos analistas, o papel da Aura é negociado a US$ 123 por GEO (onças equivalentes de ouro) de recursos, métrica bastante utilizada no setor, desconto de 30% em relação à média de US$ 175/GEO em 2020–24 e abaixo dos US$ 202/GEO das outras empresas do segmento.

Apesar isso, Monegaglia e Vegner não veem uma reavaliação do múltiplo para agora. A dupla acredita que os investidores vão esperar uma melhora de entrega de capacidade de produção e maior liquidez das ações antes de reavaliar o papel.

Para 2024, os analistas esperam Ebitda chegando a US$ 246 milhões, aumento de 84%.

E para os próximos anos, com o aumento da produção e a redução dos custos decorrentes dos novos projetos, juntamente com os preços do ouro e do cobre apenas ligeiramente mais baixos, deverão contribuir para um resultado operacional sobre taxa de crescimento anual composta (Ebitda/CAGR) de 41% em 2023–26.

E o que esperar do preço do ouro?

Após disparar no ano, o Safra prevê que os preços do ouro vão cair 8% até 2026. “Pensamos que os mercados poderão incorporar taxas de juro reais de longo prazo mais elevadas e uma aversão ao risco marginalmente menor nos preços do ouro”, preveem.

Porém, há razões limitadas para esperar que os preços do ouro desçam para menos de 2.000 dólares/oz, uma vez que os investidores podem escolher o ouro como um ativo de refúgio num cenário de:

  1. bancos centrais mais pacíficos na maioria dos mercados desenvolvidos;
  2. preocupações relativas à situação fiscal dos EUA; e
  3. incertezas geopolíticas globais.

Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os 50 jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022 e 2023. É editor-assistente do Money Times. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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