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Espaçolaser (ESPA3) reverte prejuízo e lucra no quarto trimestre: CFO afirma que 2025 foi “ponto de inflexão”

11 mar 2026, 19:06 - atualizado em 11 mar 2026, 19:07
Espaçolaser
(Imagem: Divulgação)

A Espaçolaser (ESPA3) encerrou 2025 com avanço nas principais linhas do balanço — o que a companhia descreve como um “ponto de inflexão” após anos de reestruturação. No quarto trimestre, de acordo com o resultado divulgado na noite desta quarta-feira (11), a companhia teve lucro líquido ajustado de R$ 13,2 milhões, crescimento de 49,6% ante o mesmo período de 2024.

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O Ebitda ajustado somou R$ 66,1 milhões, avanço de 37,3%, com expansão da margem para 22,4%. Já a receita líquida ficou em R$ 294,4 milhões, alta de 8% na comparação anual.

No acumulado de 2025, a companhia reportou receita líquida de R$ 1,11 bilhão, alta de 7,7% em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado alcançou R$ 256,8 milhões, avanço de 15,2%, enquanto o lucro líquido ajustado somou R$ 34,9 milhões, crescimento de 49,6%.

Para o CFO da empresa, Fábio Itikawa, os números refletem a conclusão de um ciclo iniciado nos últimos anos. “2025 foi um ponto de inflexão da companhia. A gente vinha num processo de reorganização e reestruturação e agora começa a entrar em uma fase de crescimento mais robusto”, disse ao Money Times.

Segundo ele, a mudança fica mais clara quando se observa a trajetória recente da Espaçolaser. “A gente teve prejuízo de cerca de R$ 50 milhões em 2022, depois um prejuízo menor nos anos seguintes, voltou ao lucro em 2024 e agora entregou R$ 13 milhões em 2025”, afirmou.

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Espaçolaser recompôs preços

Um dos principais motores do crescimento foi a estratégia de recomposição de preços e melhora do mix de serviços. No quarto trimestre, o ticket médio ficou em R$ 1.403, enquanto no acumulado de 2025 o indicador avançou 10%.

Segundo Itikawa, a empresa conseguiu elevar preços sem prejudicar a demanda ao combinar reajustes com mudanças nos pacotes vendidos. “A gente aumentou a tabela de preços, mas também melhorou o mix de serviços”, explicou.

A companhia passou a incluir pequenas áreas adicionais nos tratamentos principais, elevando o valor agregado sem aumentar significativamente o custo operacional. “São áreas que demandam poucos disparos de laser, mas ajudam a melhorar bastante a rentabilidade do pacote.”

A expansão das margens também foi impulsionada por iniciativas de eficiência operacional. Uma das principais mudanças foi a substituição do gás de resfriamento utilizado nos procedimentos por máquinas de resfriamento epidérmico.

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“O gás era um consumível em dólar e com logística complexa. A máquina funciona como um jato de ar refrigerado, então a gente troca um custo recorrente por investimento”, explicou o CFO.

Segundo ele, a mudança já gerou economia de cerca de R$ 5 milhões apenas no quarto trimestre. O impacto deve ser ainda maior ao longo de 2026, conforme a tecnologia se expande pela rede.

Outra frente de eficiência foi a mudança no perfil das profissionais que aplicam os tratamentos. A empresa passou a ampliar a contratação de biomédicas esteticistas, que têm jornada maior e custo salarial menor.

“Hoje cerca de 50% das especialistas já são biomédicas esteticistas. É um processo gradual que acompanha o turnover da equipe e ainda tem espaço para avançar”, disse.

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No campo financeiro, a companhia também avançou na reorganização da estrutura de capital. Em outubro, a empresa concluiu um reperfilamento de dívidas, reduzindo o custo médio dos financiamentos e alongando prazos.

“A gente saiu de uma dívida a CDI mais 4,5% para algo em torno de CDI mais 3,25%. Além disso, concentramos a dívida na empresa operacional, eliminando uma ineficiência fiscal que existia”, afirmou Itikawa.

A empresa encerrou o ano com alavancagem de 1,78 vez dívida líquida sobre Ebitda, ante 2,13 vezes um ano antes. Já no início de 2026, a companhia captou R$ 20 milhões junto ao BNDES, com prazo de 16 anos e custo de Selic mais 1,37% ao ano.

De olho no futuro

Após a reorganização financeira e operacional, a empresa agora avalia novos caminhos de crescimento. Segundo Itikawa, um dos focos no longo prazo é ampliar o portfólio de serviços para a base atual de clientes.

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“Hoje temos aproximadamente 5 milhões de clientes. Naturalmente começamos a discutir que outros serviços ou produtos poderíamos oferecer para essa base”, afirmou.

A ideia é explorar oportunidades dentro do segmento de beleza e estética, embora ainda não haja projetos concretos anunciados. “Está mais no campo das ideias e das discussões internas”, disse o executivo.

Outro eixo estratégico é a expansão do modelo de franquias. A rede encerrou o quarto trimestre com 810 lojas no Brasil, sendo 252 franquias e 558 unidades próprias.

Segundo o CFO, a companhia deve seguir transferindo algumas lojas próprias para franqueados, especialmente em regiões mais distantes dos grandes centros. “Um franqueado local muitas vezes consegue performar melhor nessas regiões.”

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br

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