Trabalho

Estas habilidades vão impulsionar o mercado de trabalho em 2026, segundo o LinkedIn

25 fev 2026, 9:05 - atualizado em 25 fev 2026, 9:05
Estas habilidades vão impulsionar o mercado de trabalho em 2026 (Imagem: gerada no Copilot)
Estas habilidades vão impulsionar o mercado de trabalho em 2026 (Imagem: gerada no Copilot)

A inteligência artificial (IA) deixou de ser exclusividade de áreas técnicas e passou a integrar o cotidiano de praticamente todas as profissões. É o que aponta a nova edição do levantamento Habilidades em Alta 2026, divulgada pelo LinkedIn, que mapeia as competências que mais crescem e devem ganhar protagonismo ao longo do ano.

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O estudo indica que o mercado de trabalho está entrando em uma nova fase, marcada pela combinação entre domínio tecnológico e habilidades comportamentais.

Com isso, a transformação digital, o avanço da IA e a reconfiguração de carreiras tradicionais vêm redefinindo o perfil profissional buscado pelas empresas.

Segundo a pesquisa, um em cada cinco profissionais no mundo afirma que a falta de qualificação adequada dificulta a busca por emprego — reflexo da velocidade com que funções estão incorporando inteligência artificial e novos sistemas.

IA no centro das novas exigências

De acordo com Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil, o diferencial competitivo já não está apenas no acesso à tecnologia.

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“A IA deixa de ser um tema concentrado em áreas técnicas e passa a integrar o cotidiano de praticamente todas as profissões, elevando o nível de exigência das companhias”, afirma.

“O diferencial competitivo já não está apenas no acesso à tecnologia, mas na capacidade de integrá-la aos sistemas existentes, garantir segurança e conformidade, e transformar dados em decisões estratégicas com impacto real no negócio. Isso exige um equilíbrio cada vez maior entre competências técnicas e comportamentais”, explica.

As habilidades com crescimento mais acelerado no Brasil

O estudo revela que, entre as habilidades que mais crescem na área de Marketing e Comunicação, por exemplo, estão:

  • Storytelling digital;
  • Narrativas visuais;
  • Campanhas digitais;
  • Social media optimization (SMO);
  • Comunicações científicas;
  • Gestão de materiais promocionais;
  • Relacionamento com stakeholders.

Já no segmento de Vendas, o levantamento indica que já não basta apenas fechar contratos. Hoje, ganha relevância a capacidade de compreender a jornada do cliente de ponta a ponta, identificar requisitos de negócio com precisão, gerir pipelines com base em dados e incorporar inteligência artificial ao dia a dia comercial.

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Na área de Educação, a pesquisa destaca que a digitalização de processos acadêmicos, o uso de IA no ensino e a pressão por resultados mensuráveis estão redesenhando o papel de gestores, coordenadores e também dos docentes.

Por isso, além da dimensão pedagógica, ganha peso entre as habilidades a capacidade de planejar orçamentos, interpretar dados de desempenho e utilizar ferramentas de inteligência artificial generativa de forma ética.

Para profissionais de Recursos Humanos, o estudo mostra que a função deixou de atuar apenas como suporte. O avanço da IA em recrutamento e análise de desempenho, aliado à necessidade de conformidade regulatória, exige perfis que combinem visão analítica e sensibilidade humana.

Já no campo das Finanças, decisões pedem cada vez mais dados em tempo real, tecnologia robusta e gestão ativa de riscos, segundo o levantamento. Na prática, o letramento em IA, a automação de processos e a computação em nuvem refletem a evolução da função para além da rotina contábil.

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Habilidades humanas seguem essenciais

Apesar do avanço tecnológico, o estudo reforça que as competências humanas continuam estratégicas e necessárias em todas as áreas.

De acordo com a pesquisa, liderança, escuta ativa e resolução colaborativa de problemas são determinantes para alinhar orçamento, prioridades e decisões de investimento às metas do negócio.

Veja as competências com crescimento mais acelerado:

Área Habilidades em alta em 2026
Vendas Expansão de novos mercados; Jornada do cliente; Letramento em inteligência artificial; Ferramentas de IA generativa; Gestão do pipeline
Educação Letramento em inteligência artificial; Ferramentas de IA generativa; Estatística; Orçamento; Planejamento e revisão
Recursos Humanos Letramento em inteligência artificial; Treinamento e desenvolvimento; Office 365; Gestão administrativa
Finanças Automação de processos; Computação em nuvem; Análise de sistemas; JIRA; Letramento em inteligência artificial
Marketing Estatística; Jornada do cliente; Inteligência artificial e automação; Storytelling digital; Gestão de orçamento

O futuro da IA

Um relatório recente de uma casa de análise pouco conhecida, a Citrini Research, também trouxe uma observação sobre o futuro da inteligência artificial e seus efeitos na economia.

No documento, a casa alerta que o avanço da IA pode transformar radicalmente o mercado de trabalho, o consumo e o sistema financeiro, com desdobramentos que já se refletem até nas bolsas de valores.

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O paradoxo do “PIB Fantasma”

O relatório descreve um período inicial de euforia entre 2025 e 2026, em que o S&P 500 poderia atingir níveis recordes até outubro. Ao mesmo tempo, as demissões entre trabalhadores com maiores salários foram celebradas como “expansão de margem”.

A Citrini argumenta, no entanto, que essa produtividade gerada por máquinas pode se tratar, na verdade, do que chamam de PIB Fantasma (Ghost GDP). Ou seja, uma riqueza que aparece nas contas nacionais, mas não circula na economia real.

“De todas as formas, a IA estava superando as expectativas, e o mercado era a IA. O único problema: a economia não era”, escreveu a casa.

A análise aponta que, enquanto as empresas economizavam em custos trabalhistas, a velocidade do dinheiro despencou porque “máquinas não gastam dinheiro em bens de consumo”.

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IA pode elevar a produtividade, mas sem efeitos no PIB

Um estudo da Moody’s Ratings também que a tecnologia pode elevar a produtividade do trabalho em cerca de 1,5% ao ano, considerando um horizonte de dez anos.

Esse período, segundo a agência, seria suficiente para que os ganhos ligados à complementaridade entre humanos e máquinas se consolidem, com base na atual estrutura do mercado de trabalho.

O impacto, porém, deve variar entre os países. De acordo com o relatório, economias avançadas tendem a registrar ganhos maiores, entre 1,2% e 2,9% ao ano. Isso ocorre porque concentram mais ocupações de perfil cognitivo e contam com infraestrutura digital mais desenvolvida.

Já os mercados emergentes devem sentir um efeito mais moderado, estimado entre 0,4% e 1,4% ao ano. Nesses países, a menor presença de empregos intensivos em tecnologia e os salários mais baixos reduzem o incentivo econômico para a automação em larga escala.

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A Moody’s ressalta que o avanço não será uniforme. O resultado dependerá de quantos trabalhadores serão impactados pela automação e quantos terão suas atividades ampliadas pelo uso da tecnologia.

Além disso, a agência destaca que os benefícios de produtividade da IA podem não se traduzir diretamente em crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), já que este é calculado com base no valor de mercado e na produção, em vez de melhorias de eficiência.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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