Mercados

Estrangeiro continua como ‘motor’ da Bolsa brasileira e desconto no valuation diminui, segundo o Bank of America

21 set 2026, 12:37
brasil-acoes-alta-small-caps-ibovespa títulos ibovespa bolsa small caps microcapsq
(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

Os investidores estrangeiros voltaram a dar suporte ao mercado brasileiro na última semana, em um movimento que contrasta com a contínua retirada de recursos dos fundos locais de ações, de acordo com relatório do Bank of America (BofA). No período, houve entrada líquida de R$ 1 bilhão na B3 no mercado à vista, enquanto os fundos domésticos registraram resgates da mesma magnitude.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo os estrategistas do banco, os fluxos estrangeiros seguem pequenos, mas consistentes, ajudando a sustentar o desempenho da Bolsa em um momento marcado por decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos e por incertezas relacionadas ao cenário eleitoral.

No acumulado de 2026, o fluxo líquido dos investidores estrangeiros em ações brasileiras, considerando mercado à vista e futuros, soma R$ 5 bilhões. Já os fundos locais de ações acumulam saídas de R$ 15 bilhões no período.

“O fluxo estrangeiro deu suporte ao mercado na semana passada”, consideram os analistas do BofA.

Desconto da Bolsa diminui

O relatório também aponta que a valorização do mercado reduziu significativamente o desconto das ações brasileiras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com o BofA, o Ibovespa excluindo empresas de commodities passou a negociar com desconto de apenas 3% em relação às suas médias históricas, uma melhora expressiva frente aos 15% observados em agosto.

A redução ocorreu após o índice acumular alta de 13% desde a mínima registrada em 14 de agosto.

Na visão do banco, essa recuperação diminui parte do argumento de valuation extremamente descontado que existia semanas atrás, embora as ações brasileiras ainda não estejam negociando acima da média histórica.

Juros seguem no radar

Após o Banco Central (BC) reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, enquanto o Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano) elevou os juros americanos na mesma magnitude, os economista já esperam novos cortes de 0,25 pp em todas as reuniões do BC brasileiro até dezembro de 2027.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já nos Estados Unidos, a expectativa do banco é de mais duas altas de 25 pontos-base ainda em 2026, o que levaria os juros norte-americanos para o intervalo de 4,25% a 4,50%.

“Apesar da redução gradual da taxa brasileira, o diferencial entre a Selic e os juros americanos continua elevado em comparação aos padrões históricos, fator que pode seguir favorecendo o interesse internacional por ativos do país”, considera o BofA.

Investidor ‘otimista’ com o Ibovespa

Na pesquisa global do banco, realizada em setembro, 73% dos participantes afirmaram esperar que o Ibovespa encerre o ano em 180 mil pontos ou mais, ante 34% na sondagem anterior.

Além disso, 46% dos entrevistados projetam o índice acima dos 200 mil pontos até o fim de 2026, um cenário que não era apontado por nenhum participante no levantamento anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar do aumento do otimismo, a cautela ainda prevalece quando o assunto é eleição, considera o BofA. Apenas 30% dos entrevistados no levantamento afirmaram que aumentariam a exposição à Bolsa brasileira nos níveis atuais antes da definição do pleito.

O primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil será em 4 de outubro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar