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Estreito de Ormuz bloqueado: Petróleo dispara e ultrapassa os US$ 85

03 mar 2026, 9:20 - atualizado em 03 mar 2026, 9:20
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Petróleo dispara acima de US$ 85 o barril com fechamento do Estreito de Ormuz e escalada do conflito no Oriente Médio, elevando riscos para inflação global e mercados de energia. (Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração)

Os preços do petróleo seguem pressionados pelo crescente conflito no Oriente Médio. Na manhã desta terça-feira (3), a commodity chegou a disparar mais de 9%, ultrapassando o patamar de US$ 85 o barril, atingindo a máxima de US$ 85,10.

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O aumento ocorre após um comandante da Guarda Revolucionária Islâmica declarar que o Estreito de Ormuz, principal rota global de escoamento de petróleo bruto, estaria fechado e ameaçar incendiar navios que tentassem atravessá-lo.

Por volta das 9h, o tipo Brent, referência internacional, avançava 8,99%, cotado a US$ 84,72 o barril. Já o WTI, referência no mercado norte-americano, subia 8,70%, a US$ 77,38.

Entre os pregões de ontem e hoje, o petróleo acumula alta de 14%. No sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, em uma ofensiva que, segundo o presidente Donald Trump, visa destruir o programa nuclear iraniano e enfraquecer o regime no poder.

Desde então, o conflito se expandiu para outros países da região. Na noite de segunda-feira (2), Israel iniciou nova onda de ataques contra Irã e Líbano, neste último mirando alvos do Hezbollah, grupo apoiado por Teerã. O Irã, por sua vez, continua lançando mísseis contra países vizinhos aliados dos EUA.

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Cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo atravessa o Estreito de Ormuz, ligando grandes produtores do Oriente Médio — como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar — aos mercados da Ásia, Europa e América do Norte.

A passagem concentra grande parte da produção da Opep e também do gás natural liquefeito do Catar, tornando-se vital para o abastecimento global de energia. Qualquer bloqueio ou interrupção poderia afetar diretamente o comércio internacional e pressionar ainda mais os preços do petróleo.

Além do risco de desabastecimento, o mercado teme impactos na inflação global, o que poderia levar ao adiamento do afrouxamento monetário do Federal Reserve.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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