Comprar ou vender?

‘Estrelas se alinhando’: Itaú BBA eleva recomendação do Magazine Luiza (MGLU3) para compra; veja os motivos

13 out 2026, 11:17
magazine luiza
(Imagem: Divulgação/ Magazine Luiza)

O Itaú BBA elevou a recomendação do Magazine Luiza (MGLU3) de neutra para Outperform (equivalente à compra) e o preço-alvo de R$ 10, ao final de 2026, para R$ 16, ao final de 2027, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 31%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A equipe de analistas liderada por Rodrigo Gastim vê as “estrelas se alinhando” para a varejista, que opera pressionada por um cenário macroeconômico desfavorável.

O que o BBA enxerga no horizonte é justamente uma mudança para um cenário de juros mais baixos e melhora da relação risco-retorno de curto prazo.

“O Magazine Luiza é, provavelmente, a empresa mais sensível aos juros dentro da nossa cobertura. Com as taxas agora em trajetória de queda, e com uma confiança crescente de que essa tendência veio para ficar, atualizamos nossas projeções e aproximamos os resultados de um cenário normalizado, com juros reais próximos de 6%, nível utilizado por muitos investidores diante do atual contexto global”, dizem os analistas em relatório.

Nas contas do BBA, cada corte de 100 pontos-base (bps) na curva de juros adiciona cerca de 11% ao lucro por ação (EPS) da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que o Magalu tem ocupado os holofotes do mercado, com avanço acumulado de aproximadamente 119% no último mês.

No pano de fundo se destacou o bom humor sobre ativos cíclicos diante do cenário eleitoral brasileiro. Na última semana, o Ibovespa (IBOV) e ativos sensíveis a juros registraram desempenhos significativos de alta, após o resultado favorável a Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais.

Estrelas se alinhando

Além da melhora do lado dos juros, o Itaú BBA avalia que os desafios enfrentados por uma de suas principais concorrentes, a Casas Bahia, combinados à entrada do Magalu nos marketplaces do Mercado Livre e da Amazon, devem beneficiar diretamente as receitas.

Os analistas estimam um incremento de R$ 7,5 bilhões em 2027 em receitas e de R$ 300 milhões no lucro, o que sustenta uma sequência forte de resultados trimestrais e revisões para cima das estimativas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa da casa é de que o crescimento das lojas da Magalu tenha atingido patamares de dois dígitos altos em setembro, primeiro mês completo após o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, acima dos 9,7% de vendas mesmas lojas (SSS) registrados no segundo trimestre deste ano.

Além disso, há expectativa de que o canal online de itens próprios (1P) tenha voltado a crescer após queda de 11% no segundo trimestre.

A proximidade física favorece a captura dessa demanda, na leitura dos analistas, uma vez que cerca de dois terços das lojas fechadas da BHIA possuem uma unidade da Magalu a menos de 400 metros de distância.

Ainda assim, a visão de longo prazo do Itaú BBA continua estruturalmente mais desafiadora devido ao forte aumento da concorrência nos últimos anos, diz o relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O principal debate agora gira em torno da execução da Magalu e de quanto dessas vendas adicionais efetivamente se converterá em caixa, dado o capital de giro e o financiamento de recebíveis necessários para sustentar o crescimento”, diz o BBA.

O Itaú BBA pondera que o crescimento consome capital de giro, já que estoques e recebíveis antecipados aumentam com o volume de vendas. Assim, um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) maior não significa necessariamente desalavancagem.

Uma rotação mais rápida de estoques e melhores condições com fornecedores poderiam aliviar essa pressão.

“Por isso, acompanharemos de perto como essa melhora nos resultados contábeis se traduz em maior geração de fluxo de caixa livre (FCF), variável fundamental para a criação de valor da tese de investimento”.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

O próximo passo: execução

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas do BBA ponderam que o primeiro estágio da queda dos juros já foi precificado.

“As ações da Magalu subiram aproximadamente 100% no último mês, mas acreditamos que boa parte desse movimento reflita apenas a primeira etapa do rali impulsionado pela queda dos juros”, ponderam.

Uma eventual segunda etapa, com juros reais entre 5,5% e 6%, além da melhora operacional decorrente do ganho de participação de mercado, ainda não estaria totalmente incorporada aos preços.

Um ponto importante é que os benefícios fiscais provenientes de subsídios de IVA geram impacto positivo relevante na linha de impostos, fazendo com que o lucro líquido fique substancialmente acima do lucro antes dos impostos. Em 2027, a casa estima:

  • Lucro antes dos impostos (EBT): R$ 475 milhões;
  • Lucro líquido: R$ 776 milhões.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com as “estrelas alinhadas”, o desafio da companhia passa a ser transformar o momento favorável em crescimento, geração de caixa e rentabilidade.

“Uma reprecificação mais duradoura das ações exigirá evidências de que a Magalu consegue continuar crescendo após o término da redistribuição de participação de mercado, mantendo geração consistente de caixa e retornos adequados sobre o capital investido”, diz o BBA.

Os principais riscos no radar dos analistas são uma reversão da trajetória de queda dos juros; aperto das condições de crédito; migração adicional de participação das lojas físicas para plataformas online; estabilização das operações da Casas Bahia durante a recuperação judicial; captura de participação de mercado mais lenta do que o esperado; e margens menores nos novos canais de venda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar