Guerra Comercial

EUA arcam com mais de dois terços das tarifas de Trump, aponta estudo do Banco Central Europeu

30 mar 2026, 5:56 - atualizado em 30 mar 2026, 5:56
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(Imagem REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa)

Consumidores e importadores dos Estados Unidos arcam com a maior parte do impacto financeiro das tarifas, mas os volumes de comércio também são prejudicados, gerando um choque negativo para exportadores, segundo artigo publicado nesta segunda-feira no Boletim Econômico do Banco Central Europeu (BCE).

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Os Estados Unidos, desde a posse de Donald Trump no início de 2025, impuseram uma série de tarifas à maioria de seus parceiros comerciais no ano passado, e economistas vêm debatendo quem suportaria o maior custo, após o Trump afirmar que os exportadores pagariam a conta.

“Os exportadores para os Estados Unidos estão absorvendo apenas uma pequena fração dos custos mais altos relacionados às tarifas”, afirma o estudo do BCE. “Esses custos estão recaindo principalmente sobre importadores domésticos e consumidores”.

O consumidor americano atualmente paga cerca de um terço desse custo e, no longo prazo, essa parcela pode subir para mais da metade, à medida que as empresas dos EUA esgotam sua capacidade de absorver os custos, segundo o BCE.

Isso implica que as empresas americanas absorveriam cerca de 40% dos custos mais altos das tarifas no longo prazo, acrescenta o artigo.

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Mas exportadores europeus também não ficam imunes, já que o impacto estimado das tarifas sobre os volumes de importação é significativo, segundo a instituição.

O estudo afirma que, no caso de categorias de produtos que ainda são comercializadas sob tarifas, um aumento de 10% nas taxas resultaria em uma queda de 4,3% nos volumes de importação.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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