EUA arcam com mais de dois terços das tarifas de Trump, aponta estudo do Banco Central Europeu
Consumidores e importadores dos Estados Unidos arcam com a maior parte do impacto financeiro das tarifas, mas os volumes de comércio também são prejudicados, gerando um choque negativo para exportadores, segundo artigo publicado nesta segunda-feira no Boletim Econômico do Banco Central Europeu (BCE).
Os Estados Unidos, desde a posse de Donald Trump no início de 2025, impuseram uma série de tarifas à maioria de seus parceiros comerciais no ano passado, e economistas vêm debatendo quem suportaria o maior custo, após o Trump afirmar que os exportadores pagariam a conta.
- SAIBA MAIS: Onde investir para buscar maximizar o seu patrimônio?Use o simulador gratuito do Money Times e receba recomendações de investimento com estratégia e segurança
“Os exportadores para os Estados Unidos estão absorvendo apenas uma pequena fração dos custos mais altos relacionados às tarifas”, afirma o estudo do BCE. “Esses custos estão recaindo principalmente sobre importadores domésticos e consumidores”.
O consumidor americano atualmente paga cerca de um terço desse custo e, no longo prazo, essa parcela pode subir para mais da metade, à medida que as empresas dos EUA esgotam sua capacidade de absorver os custos, segundo o BCE.
Isso implica que as empresas americanas absorveriam cerca de 40% dos custos mais altos das tarifas no longo prazo, acrescenta o artigo.
Mas exportadores europeus também não ficam imunes, já que o impacto estimado das tarifas sobre os volumes de importação é significativo, segundo a instituição.
O estudo afirma que, no caso de categorias de produtos que ainda são comercializadas sob tarifas, um aumento de 10% nas taxas resultaria em uma queda de 4,3% nos volumes de importação.