Internacional

EUA e Irã começam terceira rodada de negociação, sob tensão militar no Oriente Médio

26 fev 2026, 10:57 - atualizado em 26 fev 2026, 10:57
(Imagem: REUTERS/Leonhard Foeger)

Estados Unidos e Irã iniciaram nesta quinta-feira (26), em Genebra, a terceira rodada de conversas indiretas sobre o programa nuclear de Teerã, vistas como uma das últimas chances para a diplomacia, enquanto Washington reforça sua presença militar no Oriente Médio com aviões e navios de guerra.

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O presidente Donald Trump busca um acordo que limite o programa iraniano e vê espaço para avançar em meio às dificuldades internas do Irã, após protestos nacionais recentes. Teerã, porém, afirma que pretende manter o enriquecimento de urânio, apesar dos danos causados por ataques ordenados por Trump, em junho, contra três instalações nucleares, no contexto de uma guerra de 12 dias no ano passado.

Autoridades iranianas advertiram que, se houver ação militar dos EUA, bases americanas na região poderão ser consideradas alvos legítimos. O país também ameaçou Israel, elevando o risco de novo conflito regional. “Não haveria vitória para ninguém. Seria uma guerra devastadora”, disse o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi.

Araghchi mantém interlocução com Steve Witkoff, enviado especial de Trump, em negociações mediadas por Omã. Segundo a agência ISNA, foram discutidas propostas iranianas baseadas em princípios definidos na rodada anterior. Imagens mostraram Witkoff e Jared Kushner reunidos com autoridades de Omã no início das tratativas.

Após o conflito de junho, Trump passou a defender a interrupção total do enriquecimento de urânio e a inclusão do programa de mísseis balísticos e do apoio iraniano a grupos armados na pauta. Teerã insiste que o foco deve ser exclusivamente nuclear.

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O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o Irã “sempre tenta reconstruir elementos” do programa. Embora Teerã diga não enriquecer urânio desde junho, bloqueou inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nas áreas bombardeadas. Antes dos ataques, o país enriquecia urânio a até 60%, perto dos 90% necessários para uso militar.

*Com informações da Associated Press

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