Estados Unidos (EUA)

EUA: Inflação veio melhor que o esperado, mas não altera em nada plano de manutenção do Fed

13 fev 2026, 15:25 - atualizado em 13 fev 2026, 15:25
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(Imagem: Canva Pro/Bumblee-Dee)

A inflação ao consumidor dos Estados Unidos veio levemente abaixo do esperado em janeiro, mas o resultado não deve mudar a estratégia do Federal Reserve de manutenção dos juros no curto prazo.

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O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) subiu 0,2% no mês, ante projeção de 0,3%; em 12 meses, a inflação desacelerou de 2,7% para 2,4%. Já o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,3% em janeiro e acumula alta de 2,5% em 12 meses, também mostrando leve desaceleração frente aos 2,6% anteriores.

Para Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, apesar da surpresa positiva, o dado não muda a visão do banco central de que é preciso de mais tempo para avaliar a trajetória da economia norte-americana.

“Em nossa avaliação, os dados de janeiro, embora ligeiramente melhores do que o esperado, não alteram o plano de voo do Fed. A autoridade monetária deve manter postura prudente, sobretudo diante de um mercado de trabalho que permanece equilibrado e ainda relativamente resiliente”, afirma.

Serviços seguem pressionando

O principal vetor de alta no mês foi o grupo de habitação (shelter), com avanço de 0,2%. Aluguéis e aluguel equivalente do proprietário também subiram 0,2%, mantendo a inflação ligada à moradia próxima de 3% em 12 meses.

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Segundo Claudia Moreno, economista do C6 Bank, o CPI veio abaixo das estimativas, mas a composição exige cautela.

“Os preços de serviços subiram 0,4% no mês, puxados por transportes (1,4%) e por serviços de abastecimento de água, esgoto e coleta de lixo (0,7%). Já os bens industriais ficaram praticamente estáveis”, destaca.

A energia ajudou a conter o índice, com recuo de 1,5% no mês, influenciada pela queda de 3,2% na gasolina. Já os alimentos avançaram 0,2%.

Juros seguem no radar

Na avaliação do C6 Bank, a inflação acumulada de 2,4% ainda está acima da meta de 2% do Fed, enquanto os serviços seguem resilientes, com alta de 2,9% em 12 meses.

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A expectativa da instituição é de manutenção dos juros no intervalo entre 3,5% e 3,75% na reunião de março. Para a Suno Research, o processo de desinflação deve continuar ao longo do ano, o que pode abrir espaço para cortes apenas no segundo trimestre de 2026.

Segundo o CME FedWatch, as apostas de um afrouxamento monetário no mês que vem se manteve praticamente estável, subindo de 8,4% para 9,7%.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua há 3 anos na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua há 3 anos na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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