Guerra

EUA-Israel x Irã: Teerã perde ministros-chave em ataques

28 fev 2026, 12:28 - atualizado em 28 fev 2026, 12:33
Irã EUA
Ataques de Israel e EUA contra o Irã teriam causado a morte de altos comandantes iranianos; Teerã retalia com mísseis e drones. (REUTERS/Stringer)

O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, teriam sido mortos em ataques israelenses, segundo fontes familiarizadas com as operações militares de Israel e uma fonte regional.

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Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou que o país poderia “ter perdido alguns comandantes, mas isso não é um grande problema”, conforme relatou um repórter da NBC News no canal X.

Apesar disso, Araghchi destaca que as principais autoridades do país sobreviveram aos ataques conjuntos realizados por Estados Unidos e Israel. “Todos os altos funcionários estão vivos”, declarou o chanceler de Teerã.

Ele ainda acrescentou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, também está vivo. “Khamenei está vivo, até onde eu sei”, afirmou.

De acordo com o ministro, dois comandantes militares morreram nos bombardeios, mas a cúpula do regime permanece operando normalmente. “Portanto, todos estão agora em suas posições, estamos lidando com esta situação e está tudo bem”, disse.

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Na manhã deste sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã, intensificando a tensão no Oriente Médio.

A ofensiva ocorre após semanas de ameaças do presidente Donald Trump e tem como objetivo neutralizar o que os dois países classificam como uma ameaça existencial do regime iraniano.

A imprensa iraniana relatou ataques em todo o território, enquanto Israel afirmou ter atingido dezenas de alvos militares. A capital Teerã registrou pelo menos três explosões, incluindo uma próxima à residência do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Autoridades israelenses informaram que a primeira onda de ataques buscou atingir lideranças estratégicas do país.

O presidente Donald Trump afirmou que a operação visa defender os Estados Unidos e seus aliados de ameaças iminentes, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, descreveu a ofensiva como uma ação conjunta capaz de criar condições para que o povo iraniano “assuma seu próprio destino”.

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Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases americanas no Bahrein, Kuwait e Catar. Explosões foram ouvidas em várias regiões do Golfo, enquanto hospitais em Teerã entraram em alerta máximo.

Israel informou estar interceptando ameaças aéreas, e o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou ter iniciado uma “resposta decisiva” aos ataques.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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