Mercados

Bolsas da Europa fecham majoritariamente em alta; Stoxx 600 sobe 3% e tem terceira semana consecutiva de ganhos

10 abr 2026, 14:28 - atualizado em 10 abr 2026, 14:32
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(Imagem: REUTERS/Benoit Tessier)

Os índices europeus fecharam o pregão desta sexta-feira (10) majoritariamente em alta diante do otimismo cauteloso com o cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, além das tratativas esperadas para o fim de semana.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,37%, aos 614,84 pontos. Na semana, o Stoxx 600 acumulou ganho de 3%.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, fechou próximo da estabilidade, com baixa de 0,03%, aos 10.600,53 pontos; o DAX, de Frankfurt, recuou 0,01%, aos 23.803,95 pontos; e o CAC 40, de Paris, avançou 0,17%, aos 8.259,60 pontos.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

As negociações de paz entre Estados Unidos e Irã seguem no centro das atenções dos investidores europeus, especialmente os esforços para reabrir o Estreito de Ormuz, hidrovia responsável pela circulação de 20% do petróleo bruto global.

No atual cenário, o setor aeroportuário da Europa alertou que o continente poderá enfrentar uma escassez sistêmica de combustível de aviação dentro de três semanas se o estreito continuar fechado.

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A inflação da Alemanha acelerou a 2,7% em março, confirmando leitura preliminar, com pressão de energia.

Na avaliação do ING, o foco segue na persistência das expectativas de aperto monetário pelo Banco Central Europeu (BCE), enquanto a Société Générale avalia que a incerteza geopolítica limita maior compressão dos spreads de títulos.

As ações da Europa registraram na sessão de hoje o maior aumento em um dia em mais de quatro anos com a notícia de um cessar-fogo entre os EUA e o Irã, o que impulsionou o Stoxx 600 a recuperar algumas das perdas sofridas desde o início das tensões no Oriente Médio.

“O sentimento dos investidores continua a flutuar em meio à incerteza sobre a durabilidade do acordo de cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio”, disse Mark Haefele, diretor de investimentos do UBS Global Wealth Management.

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“Embora seja provável que a volatilidade permaneça no curto prazo, continuamos a acreditar que a exposição a tendências estruturais continuará a ser um diferencial importante para o desempenho do mercado acionário no longo prazo”, acrescentou.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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