Mercados

Bolsas da Europa fecham em alta à espera de decisão de juros nos EUA e detalhes de acordo no Oriente Médio

17 jun 2026, 14:48 - atualizado em 17 jun 2026, 14:53
Bolsas europeias
(Imagem: Bolsa de Frankfurt 10/06/2021 REUTERS)

Os índices europeus fecharam o pregão desta quarta-feira (17) majoritariamente em alta com a expectativa para a decisão de juros nos Estados Unidos e à espera de mais detalhes sobre o acordo provisório entre Washington e Teerã.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,52%, aos 639,31 pontos.

Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, subiu 0,10%, aos 24.934,67 pontos; e o índice FTSE 100, de Londres, teve ganho de 0,14%, aos 10.508,61 pontos.

Já o CAC 40, de Paris, encerrou o pregão com queda de 0,20%, aos 8.430,79 pontos

O que mexeu com os mercados europeus hoje?

Os investidores reagiram a novos dados macroeconômicos da zona do euro, em meio à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), a primeira sob o comando de Kevin Warsh.

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Entre os dados, a inflação ao consumidor da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, confirmando leitura preliminar da Eurostat e permanecendo acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE).

Em paralelo, o dirigente do BCE, Gediminas Simkus, afirmou que ao menos mais uma alta de juros é mais provável do que a manutenção das taxas, diante da persistência das pressões inflacionárias.

No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ficou estável em 2,8% em maio, abaixo da expectativa do mercado.

Para a Capital Economics, a inflação britânica ainda pode se aproximar de 4% nos próximos meses, mas a recente queda do petróleo reduz a necessidade de aperto monetário pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). Já o ING prevê pico próximo de 3,5% em setembro, sem que isso justifique novas elevações de juros.

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No cenário geopolítico, o mercado continuou a monitorar novidades sobre o acordo provisório entre os Estados Unidos e Irã, anunciado no último domingo (14) e que prevê a reabertura integral do Estreito de Ormuz e um prazo de 60 dias para negociações sobre armas nucleares.

Segundo o Axios, os dos países estão discutindo a possibilidade de realizar a assinatura do memorando de entendimento já nesta quarta-feira (17), de forma remota. A assinatura eletrônica já possibilitaria a reabertura imediata de Ormuz.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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