Mercados

Bolsas da Europa fecham em queda com pressão ‘tech’, incerteza geopolítica e França no radar

20 out 2026, 15:19
Europa
(Imagem: Reuters)

As bolsas da Europa fecharam em queda nesta terça-feira (20), enquanto investidores mantêm cautela em relação à tese de inteligência artificial (IA), o que pesa nos papéis de tecnologia, e ponderam os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio.

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O mercado também seguiu acompanhando as tensões políticas na França.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com baixa de 0,14%, aos 638,64 pontos.

Entre os principais índices, em Londres, o FTSE 100 caiu 0,29%, a 10.733,00 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 0,06%, a 25.304,42 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve perda 0,38%, a 7.838,49 pontos.

O que movimentou a Europa hoje?

Os papéis ligados à infraestrutura de IA sofreram pressão ao redor do mundo diante dos riscos relacionados aos investimentos no setor, e empurraram as empresas europeias de tecnologia para queda. Em Amsterdã, os papéis da fabricante holandesa de equipamentos para semicondutores ASML Holding e de sua concorrente de menor porte, ASM International, caíram 2,5% e 2%, respectivamente. A BE Semiconductor cedeu 3,2%.

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As negociações amplas receberam fôlego pelo alívio nos preços do petróleo, que passou a cair após o jornal israelense N12 citar uma proposta do Paquistão – aprovada pelos EUA e concordada de maneira preliminar pelo Irã – para resolver o conflito entre os países. O setor de energia, no entanto, acompanha a baixa da commodity, com a Shell e a TotalEnergies registrando quedas de 0,7% e 0,5%, na mesma ordem, seguindo as perdas da commodity.

Ainda na esfera da política, a situação francesa continuou dominando o noticiário europeu, após o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciar novos toques de recolher em áreas onde autoridades consideram necessárias.

“A agitação social certamente não favorece o sentimento em relação aos títulos públicos franceses (OATs)”, diz o Commerzbank.

Para a Muzinich & Co, o impasse político e a proximidade das eleições de 2027 dificultam a implementação de medidas corretivas na França, o que pode prolongar a incerteza. Os bancos franceses Société Générale, Crédit Agricole e BNP Paribas ficaram praticamente estáveis.

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*Com informações da Dow Jones Newswires

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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