Bolsas da Europa fecham em alta com melhora na atividade
As bolsas europeias encerraram o pregão desta sexta-feira (21) em alta, sustentadas pela melhora da atividade econômica na zona do euro e no Reino Unido, mas com o olhar ainda atento os desdobramentos do Oriente Médio e aos preços do petróleo.
O índice pan-europeu subiu 0,59%, aos 654,18 pontos.
Em Frankfurt, o DAX recuou 0,59%, a 26.136,56 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve queda de 0,37%, a 8.484,43 pontos. Já em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,64%, a 10.816,56 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus?
Os mercados europeus, apesar da pressão dos rendimentos dos títulos de longo prazo nos EUA foram sustentados pela temporada de balanços sólida,com a economia da região mostrando sinais de resiliência apesar do conflito no Oriente Médio devido à sua exposição limitada ao comércio de IA e a uma perspectiva mais clara da política monetária.
O subíndice do Stoxx 600 de tecnologia recuperou espaço e subiu 0,61%, enquanto o setor europeu de mineração avançou 2,39%, impulsionado pelo ouro – que caminha para alta de cerca de 4% na semana – e pelo cobre. As britânicas Anglo American e Rio Tinto ganharam 2,82% e 2,02%, respectivamente.
O banco Monte dei Paschi di Siena (-1,77%) lançou ofertas de aquisição integralmente em ações por suas concorrentes italianas Banco BPM (-0,48%) e Banca Generali (-2,05%), em uma operação avaliada em 34,02 bilhões de euros, enquanto tenta se defender de uma investida da Intesa Sanpaolo, que caiu 0,68% na sessão.
Na agenda econômica, o PMI composto da zona do euro e do Reino Unido contrariaram previsões de queda e sinalizaram expansão mais forte da atividade econômica. Na Alemanha, por outro lado, o indicador caiu.
Para o Berenberg, a atividade forte e a queda da inflação reduzem a necessidade de alta de juros do Banco Central Europeu (BCE), enquanto a Capital Economics aponta que os índices de custos e de preços cobrados do Reino Unido voltaram a subir, reabrindo alerta para a inflação.
Segundo o dirigente Martins Kazaks, o BCE está bem posicionado caso seja necessária uma nova ação para devolver a inflação à meta, que, a partir do nível atual, está “um tanto desconfortável”.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo