Bolsas da Europa fecham em queda com retomada do petróleo e cautela com Oriente Médio
As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira (23), após perderem o impulso da abertura com a retomada do petróleo e a cautela diante das tensões entre Estados Unidos e Irã.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 0,44%, aos 639,92 pontos.
Entre os principais índices, em Frankfurt, o DAX terminou o dia com perda de 0,66%, a 25.410,63 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve baixa de 0,39%, a 8.123,41 pontos. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,03%, a 10.705,26 pontos.
O que movimentou a Europa hoje?
Na agenda macroeconômica, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro avançou a 53,1 em setembro, maior nível em 41 meses e acima do esperado, enquanto o indicador da Alemanha atingiu máxima de 11 meses, a 53,8.
No Reino Unido, porém, o PMI composto caiu mais que o previsto, a 51,7. A leitura mais forte do bloco também reforçou cautela com juros: a Berenberg considera quase inevitável uma nova alta de 25 pontos-base pelo BCE até dezembro, enquanto a Capital Economics destacou a aceleração dos preços de insumos e venda.
Em Frankfurt, Infineon caiu 2,39%, em meio à fraqueza do setor de tecnologia (-0,02%), enquanto Allianz recuou 3,70%. A seguradora acompanhou perdas em empresas vistas como vulneráveis ao avanço de agentes de inteligência artificial (IA) capazes de facilitar a troca de fornecedores por consumidores. Deutsche Telekom (-0,74%) também cedeu, assim como Orange (-1,77%), em Paris, e Vodafone (-0,96%), em Londres.
As montadoras alemãs igualmente ficaram sob pressão, contribuindo para o desempenho mais fraco do DAX. A Volkswagen cedeu 2,26%. Em contrapartida, petrolíferas avançaram com a recuperação do petróleo e preocupações com a oferta de derivados. Repsol subiu 3,39% em Madri, Galp ganhou 2,79% em Lisboa e Neste avançou 3,24% em Helsinque, após Donald Trump admitir que avalia restrições às exportações americanas de diesel.
Em Zurique, UBS caiu 1,44% depois de o Senado suíço aprovar proposta para suavizar novas exigências de capital ao banco.