Bolsas da Europa caem 1% com incertezas de cessar-fogo e alta do petróleo
Os índices europeus encerraram a sessão desta quinta-feira (26) em queda com as informações desencontradas sobre um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e nova rodada de alta do petróleo.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações em queda de 1,13%, aos 580,84 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, encerrou com perda de 1,50%, aos 22.612,97 pontos; o FTSE 100, de Londres, caiu 1,33%, aos 9.972,17 pontos; e o CAC 40, de Paris, recuou 0,98%, aos 7.769,31 pontos.
O que movimentou os mercados europeus hoje?
Os mercados acompanharam as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as tratativas de cessar-fogo com o Irã e a alta do petróleo, com o Brent para junho próximo dos US$ 102.
Nesta quinta-feira, Trump alertou o Irã para “levar a sério” um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de combates, depois que o ministro iraniano das Relações Exteriores disse que Teerã estava analisando a proposta dos EUA, mas que não havia conversas para finalizar o conflito.
Trump afirmou que os iranianos são ótimos negociadores, mas que ele não tem certeza se está disposto a fazer um acordo com eles para acabar com a guerra. O presidente dos EUA disse ainda que Teerã deve levar a sério as negociações “antes que seja tarde demais”, com um resultado que não será bonito.
Ontem (26), o New York Times noticiou que Washington ofereceu um plano de cessar-fogo de 15 pontos ao Irã, que foi submetido por diplomatas do Paquistão.
Os temores inflacionários com a alta do petróleo voltaram aos mercados europeus, com expectativa de juros mais elevados neste ano.
O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, afirmou que a guerra pode ter “repercussões de longo alcance”, enquanto a presidente Christine Lagarde alertou, na quarta-feira, para possível alta de juros se o choque energético pressionar a inflação.
Para o Danske Bank, o BCE deve manter juros em 2% até 2027, mas com riscos inclinados para alta. O ING ressaltou que, sem avanços concretos nas negociações, o mercado tende a manter prêmios elevados. Na Alemanha, a confiança do consumidor caiu ao menor nível em dois anos, segundo o GfK, refletindo o impacto da energia mais cara.
*Com informações de Estadão Conteúdo