Bolsas da Europa fecham em alta, mas saldo mensal é o pior desde 2022
Os índices europeus encerraram o pregão desta terça-feira (31) em alta, mas fecharam o mês com o pior desempenho em seis anos, em meio à incerteza sobre o rumo da guerra no Oriente Médio.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,41%, aos 583,14 pontos. Apesar do avanço, o índice encerrou março com uma queda de 7,99%, registrando sua maior perda mensal desde meados de 2022.
Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,48%, aos 10.176,45 pontos; o DAX, de Frankfurt, avançou 0,52%, aos 22.680,04 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com alta de 0,57%, aos 7.816,94 pontos.
O que movimentou os mercados europeus hoje?
Os investidores continuaram a monitorar os desdobramentos do conflito no Irã, iniciado em 28 de fevereiro.
Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a assessores que aceita encerrar as operações militares contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz siga em grande parte fechado.
Do outro lado, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou, que o país não busca prolongar o conflito e está disposto a encerrá-lo, desde que haja garantias contra novas agressões. A declaração foi feita em conversa telefônica com o presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Para o Deutsche Bank, o movimento impulsionou o apetite por risco, e o Julius Baer avaliou que a guerra dos EUA e Israel contra o Irã deve seguir “o padrão geopolítico usual”, causando um aumento de curto prazo, porém muito intenso, nos preços da energia.
As possíveis consequências da guerra, no entanto, seguem no radar. De acordo com informações da Bloomberg, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, questionou o otimismo do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, de que as consequências econômicas da guerra no Oriente Médio serão de curta duração, em videoconferência do G7.
Para a Capital Economics, o BCE pode ser forçado a elevar modestamente os juros em caso de inflação muito acima da meta do BC da zona do euro. Nesta terça, a leitura preliminar de março do CPI atingiu 2,5%, uma aceleração ante os 1,9% registrados no mês anterior.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters