Bolsas da Europa fecham em alta com alívio do petróleo
As bolsas europeias fecharam em alta nesta terça-feira (6), impulsionadas principalmente por ações de farmacêuticas e bancos, enquanto a terceira sessão consecutiva de queda do petróleo ajudou a aliviar preocupações com inflação. O avanço ocorreu apesar de dados econômicos fracos na região e das incertezas fiscais na França.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,48%, aos 636,63 pontos.
Entre os principais índices, em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,42%, a 10.541,69 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,77%, a 25.449,19 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve ganho de 0,40%, a 7.865,07 pontos.
O que movimentou a Europa hoje?
Na zona do euro, as vendas no varejo subiram 0,1% em agosto ante julho, abaixo do esperado, enquanto as encomendas à indústria alemã despencaram 10,6%, ante previsão de queda de 1%.
Na França, o alívio sobre os títulos soberanos também ajudou o humor após Marine Le Pen propor reduzir o déficit para menos de 3% do PIB até 2032.
Para o Commerzbank, a pressão vendedora sobre os OATs parece estar diminuindo. Ganhos nas bolsas na França e na Espanha acontecem apesar da crise social que leva nos últimos dias milhares de pessoas às ruas nos dois países.
Entre as ações, a dinamarquesa Genmab subiu 4,4% após seu medicamento Epkinly, desenvolvido com a AbbVie, reduzir em 51% o risco de progressão ou morte em estudo avançado contra linfoma. Na Alemanha, Merck (+2,1%) e Sartorius (+2%) subiram, reforçando o avanço do setor de saúde, cujo subíndice subiu 0,4%.
Bancos (+1,11%) também tiveram desempenho positivo. O Banco de Sabadell avançou 2,5% após o francês BPCE adquirir participação de aproximadamente 7% na instituição espanhola. Em Londres, Informa avançou 4,7% após anunciar a separação da Taylor & Francis e a compra da Clarion Events por 2,24 bilhões de libras.
L’Oréal ficou sob pressão e fechou em leve alta de 0,1%, após contratar assessores para avaliar passivos judiciais nos EUA ligados a produtos com talco e outros componentes químicos.
Já a Norsk Hydro recuou 2% em Oslo diante da previsão de novo impacto financeiro provocado por problemas no fornecimento de gás à refinaria de alumina Alunorte, no Brasil.
*Com informações da Dow Jones Newswires