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Bolsas da Europa fecham em queda após disparada do petróleo acender alerta sobre inflação

09 mar 2026, 15:01 - atualizado em 09 mar 2026, 15:37
Bolsas europeias
(Imagem: REUTERS/Benoit Tessier)

Os índices europeus terminaram a sessão desta segunda-feira (9) em tom negativo com os investidores monitorando os desdobramentos do conflito no Irã e as possíveis consequências para as principais economias do mundo.

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O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 0,63%, aos 594,92 pontos.

Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,77%, aos 23.409,37 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve queda de 0,34%, aos 10.249,52 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com recuo de 098%, aos 7.915,36 pontos.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

As tensões geopolíticas continuam a concentrar as atenções, em meio a disparada do petróleo e a continuidade da paralisação do escoamento da commodity no Estreito de Ormuz. Os contratos futuros do Brent, para maio, superaram US$ 100 o barril, no nível mais alto desde meados de 2022, início da guerra na Ucrânia.

Os preços do petróleo subiram após Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos anunciarem uma redução na produção do óleo bruto devido à falta de espaço para armazenamento, já que os barris não estão sendo escoados pelo Estreito de Ormuz desde o último dia 28.

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Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que um aumento nos preços do petróleo a curto prazo era “um preço muito pequeno a pagar” para destruir a ameaça nuclear do Irã. Vale lembrar que os EUA e Israel coordenaram ataques ao Irã no final de fevereiro, que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei.

Ontem (8), o país persa nomeou Mojtaba Khamenei para suceder seu pai como líder supremo, sinalizando que os linha-dura continuam firmemente no comando em Teerã.

Em reação, os rendimentos dos títulos públicos do governo europeu aceleraram alta, em meio aos temores de inflação mais alta.

No Reino Unido, por exemplo, os rendimentos dos títulos do governo britânico com vencimento em 10 anos — a taxa de referência para empréstimos do governo do Reino Unido — subiu 3 pontos base, para 4,664%. Os rendimentos dos títulos do governo britânico (Gilts) de 2 anos subiram 13 pontos base, atingindo 4%, enquanto os dos Gilts de 5 anos subiram 5 pontos base, para 4,175%.

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Nesta segunda-feira, a União Europeia (UE) afirmou estar preparada para reforçar suas missões de proteção do tráfego marítimo em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e aos riscos para cadeias globais de abastecimento e segurança energética.

Em comunicado, a UE reiterou a importância das operações marítimas defensivas Aspides e Atalanta, voltadas à proteção de rotas críticas de navegação e à prevenção de interrupções em cadeias vitais de suprimento. Os líderes europeus também indicaram abertura para “adaptar e reforçar essas operações para responder melhor à situação”.

Impactos da alta do petróleo

Nas contas do Bernstein Bank, os preços mais altos do petróleo podem elevar a inflação em até 0,9 ponto porcentual em 2026 caso o barril chegue a US$ 130, cenário que poderia levar o Banco Central Europeu (BCE) a endurecer a política monetária para evitar efeitos de segunda ordem.

Já o Danske Bank avaliou que o choque atual é principalmente de oferta e, portanto, os principais bancos centrais não deveriam reagir com altas de juros.

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*Com informações de CNBC, Estadão Conteúdo e Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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