Mercados

EWZ recua após corte da Selic em dia negativo no exterior

18 mar 2026, 19:39 - atualizado em 18 mar 2026, 20:32
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(Foto: iStock.com/primeimages)

O mercado acionário teve uma reação tímida à decisão sobre os juros no Brasil. O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic de 15,00% para 14,75% ao anonesta quarta-feira (18). Essa foi a primeira flexibilização do Banco Central desde julho, em linha com o esperado pelo mercado.

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O iShares MSCI Brazil (EWZ), que é um fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) negociado na Bolsa de Nova York (NYSE) que replica o desempenho do mercado acionário brasileiro – e que também opera influenciado por fatores externos -, caía 0,72%, a US$ 36,00, às 19h09 (horário de Brasília).

No pregão regular, o EWZ fechou com baixa de 1,25%, a US$ 36,25, em dia negativo para os mercados globais após decisão de juros nos Estados Unidos. 

A decisão do Copom foi divulgada após o fechamento do pregão regular dos mercados. O principal índice da bolsa brasileira, Ibovespa (IBOV), terminou as negociações com queda de 0,43%, aos 179.639,91 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,2468, com alta de 0,90%.

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Selic a 14,75%

No comunicado, os diretores do Copom afirmaram que o ambiente externo tornou-se mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio. Segundo o Comitê, o cenário exige cautela por parte dos países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

O colegiado também acrescentou que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio.

O Copom reafirmou ainda cautela na condução da política monetária, “de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.

Juros nos EUA

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano como amplamente esperado pelo mercado.

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A decisão não foi unânime: Stephen Miran votou em um corte de 0,25 ponto percentual.

O Fomc também manteve a previsão de apenas um corte nos juros em 2026. O sumário de projeção econômica (SEP) e o gráfico de pontos – conhecido como ‘dot plot‘ –, mostraram que a mediana para o Fed Funds segue em 3,4% neste ano, o que sugere a taxa de juros no intervalo de 3,25% a 3,50% em dezembro.

Após a decisão, o mercado adiou as apostas de corte nos juros pelo Fed de dezembro para março de 2027.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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