Faltou energia? Por que CPFL (CPFE3) figura entre as maiores quedas do Ibovespa hoje
A CPFL Energia (CPFE3) divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) na noite de quinta-feira (13) e as ações aparecem entre as maiores quedas do Ibovespa nesta sexta (14). Por volta de 16h30, CPFE3 caía mais de 5%.
Segundo a XP Investimentos, o resultado ficou ligeiramente abaixo das estimativas da casa. A corretora destacou que a distribuição foi favorecida pelo aumento dos volumes vendidos, impulsionado por temperaturas mais elevadas e reajustes tarifários.
O efeito foi parcialmente compensado pelo aumento das despesas operacionais e das provisões. A geração eólica também continuou pressionada por ventos mais fracos.
A XP manteve recomendação de venda para as ações da CPFL, com preço-alvo de R$ 51,30.
Já o BTG Pactual considerou o balanço em linha com o esperado. Segundo o banco, a distribuidora apresentou Ebitda de R$ 1,96 bilhão, alta de 13% na comparação anual e 5% acima das projeções. O desempenho refletiu o crescimento de 4% do consumo de energia e o avanço da demanda de data centers.
O BTG mantém recomendação neutra para CPFL, com preço-alvo de R$ 46,30.
Na avaliação do Safra, os números operacionais ficaram um pouco abaixo das projeções, devido ao desempenho mais fraco da distribuição.
O Safra mantém recomendação neutra para as ações da CPFL, com preço-alvo de R$ 58,70.
Os números do 2T26
A companhia registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,438 bilhão no segundo trimestre deste ano, alta de 21,3% em relação ao R$ 1,186 bilhão anotado no mesmo período do ano passado.
De abril a junho, a receita operacional líquida somou R$ 11,107 bilhões, aumento de 5,3% frente o registrado na mesma etapa de 2025. Na distribuição, segmento que responde pela maior parcela das receitas, a expansão foi de 11,4%, para R$ 2,3 bilhões, impulsionada por uma combinação de aumento das vendas de energia e reajuste tarifário.
O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) alcançou em R$ 3,556 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 17,4% frente os R$ 3,028 bilhões anotados nos mesmos meses do exercício passado.
Todos os segmentos de atuação da empresa apresentaram evolução positiva. Na distribuição, o Ebitda ficou em R$ 2,3 bilhões, alta anual de 11,4%. Já a geração anotou um indicador de R$ 767 milhões, 4,1% maior que o verificado no segundo trimestre de 2025. O Ebitda da transmissão cresceu 134,2%, para R$ 400 milhões, enquanto a divisão de Serviços e Outros teve Ebitda de R$ 88 milhões, um salto anual de 60,6%.
* Com informações de Estadão Conteúdo
*Sob supervisão de Maria Carolina Abe