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Fase um do acordo EUA-China vai expandir exportações norte-americanas

15/12/2019 - 16:49
EUA china Guerra Comerical
O acordo, anunciado na sexta-feira depois de mais de dois anos e meio de negociações, com interrupções, entre Washington e Pequim, vai reduzir algumas tarifas dos EUA sobre bens chineses (Imagem: REUTERS/Jason Lee)

A fase um do acordo EUA-China vai quase dobrar as exportações dos Estados Unidos para a China ao longo dos próximos dois anos e já está totalmente concluída apesar da necessidade de traduções e revisões do seu texto, afirmou o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, neste domingo.

Lighthizer, falando ao programa “Face the Nation” da CBS, disse que haverá alguns retoques de rotina ao texto, mas que “isso está totalmente concluído”.

Ele disse que a data e o local para a assinatura formal do acordo com autoridades dos dois países ainda estão sendo definidos.

O acordo, anunciado na sexta-feira depois de mais de dois anos e meio de negociações, com interrupções, entre Washington e Pequim, vai reduzir algumas tarifas dos EUA sobre bens chineses em troca de um aumento de cerca de 200 bilhões de dólares das compras chinesas de bens agrícolas, industriais e de energia americanos.

A China também se comprometeu no acordo a proteger melhor a propriedade intelectual dos EUA, a conter a transferência coercitiva de tecnologia americana para empresas chinesas, a abrir seu mercado de serviços financeiros a firmas dos EUA e a evitar a manipulação do seu câmbio.

As compras chinesas anuais de produtos agrícolas devem aumentar para 40 bilhões de dólares a 50 bilhões de dólares ao longo dos próximos dois anos. Os EUA exportaram cerca de 24 bilhões de dólares em produtos agrícolas para a China em 2017, último ano completo antes de as duas maiores economias do mundo darem início a uma guerra de tarifas.

Mas Lighthizer disse que o sucesso do acordo dependerá das decisões de autoridades em Pequim.

“Em última instância, o funcionamento desse acordo vai ser determinado por quem está tomando as decisões na China, não nos Estados Unidos”, disse Lighthizer. “Se os linhas-duras estão tomando as decisões, teremos um resultado, se os reformistas estão tomando as decisões, que é o que nós torcemos, então teremos outro resultado.”

Ele disse que o acordo não vai resolver todos os problemas entre os Estados Unidos e a China porque integrar a economia dominada pelo Estado da China com o sistema americano liderado pelo setor privado levará anos.

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Última atualização por Gustavo Kahil - 15/12/2019 - 16:49