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Felipe Miranda: Você investe em fundos? Feliz aniversário

Felipe Miranda
03/11/2020 - 13:43
“Acho muito difícil para o investidor pessoa física competir sozinho contra os profissionais”, diz o colunista

Se você investe em fundos, poderia estar ganhando mais dinheiro se investisse nesses mesmos fundos por meio de outras plataformas de investimento. E poderia fazê-lo sem conflito de interesses por meio de uma plataforma de investimento específica.

Desculpe, antecipei as conclusões. Deixe-me voltar algumas casas. Voltemos ao começo, porque não podemos deixar dinheiro na mesa. É apenas uma decisão racional e aritmética, que prescinde de opiniões, previsões ou elucubrações.

Soube por amigos de mercado que uma grande corretora brasileira prepara uma campanha forte de convencimento de seus clientes para o investimento em ações por meio de fundos, alternativamente ao modelo de compra direta, em que o próprio investidor adquire os papéis em Bolsa.

Imagino, claro, se tratar de uma coincidência isso acontecer justamente quando as taxas de corretagem caminham para zero, enquanto os rebates dos fundos continuam gerando receita importante para as corretoras. Ou seja, as plataformas perderam a “brokeragem” clássica, não ganham mais dinheiro com a compra e venda de ações diretamente pelo investidor, ao passo que seguem recebendo taxas de rebate dos gestores quando há aplicação em fundos de investimento.

Coincidência ou não, concordo com a proposta da famosa corretora. Sou também um defensor dos fundos de investimento em ações. Através deles, o investidor pode contar com uma gestão profissional, uma equipe grande, técnica e dedicada 24 horas por dia, focada em vasculhar as melhores oportunidades em Bolsa. Além disso, permite-se uma boa diversificação mesmo por meio de investimentos baixos, o que seria impossível no caso da montagem direta de uma carteira com vários nomes listados.

Acho muito difícil para o investidor pessoa física competir sozinho contra os profissionais. Essa é uma conversa honesta, que costumo ter inclusive em âmbito pessoal. No domingo mesmo, um amigo me visitou em casa. Ele é um incorporador e me confidenciou o desejo de contar com ajuda profissional em investimentos. Manifestei minha concordância. É muito mais provável que ele faça incorporação melhor do que eu. É a profissão dele. É muito mais provável também que eu faça investimentos melhor do que ele. É a minha profissão.

Não quero, com isso, negar o investimento direto em ações. Acredito que, sob boa orientação, disciplina e a adoção de alguns atalhos, o investidor pessoa física pode fazer seu dinheiro render tão bem ou até melhor do que a maior parte dos profissionais.

Entendo que o investimento direto e aquele por meio de fundos sejam complementares, não conflitantes. O mesmo raciocínio vale para a gestão passiva frente à ativa. Enquanto tradicionalmente tenta-se colocar uma coisa contra a outra, acho que o caminho para o investidor seria adotar ambos os caminhos.

Aliás, essa é uma lição geral. A gestão do patrimônio pessoal não se coloca como uma bifurcação, tampouco requer monogamia. Você pode adotar vários caminhos, sem precisar resolver grandes dilemas da humanidade, como esse da superação da gestão passiva pela ativa (ou vice-versa). 

Não sei se todos os três leitores sabem, mas os fundos de ações brasileiros, em geral, são de classe mundial. Dynamo, Atmos, Squadra, JGP Equity, SPX Equity, Bogari, Opportunity, Velt, Brasil Capital, Núcleo, Constellation, Alaska, HIX, Equitas e tantos outros. É gente de primeiríssima linha.

“Entendo que o investimento direto e aquele por meio de fundos sejam complementares, não conflitantes”, comenta Felipe Miranda (Imagem: Pixabay/Buffik)

“Ah, Felipe, mas e as taxas? O 2 com 20 não deveria morrer?”

Qual o problema das taxas, meu Deus? Preocupe-se com seu retorno líquido, depois de taxas. Se você está ganhando bem e mais do que ganharia se estivesse fazendo sozinho, qual o problema de pagar para o gestor? Não é melhor aplicar num fundo que rende 15% ao ano (depois de taxas) e pagar 2% ao gestor do que tentar comprar ações diretamente, não pagar corretagem e ter um retorno inferior a 15% ou mesmo negativo?

É o rendimento final do investidor que importa, não a minimização de taxas. O problema é o fundo que rende mal, não a taxa que ele cobra. Sendo mais rigorosos, poderíamos aqui introduzir também alguma preocupação com equidade e justiça, sobre a divisão dos ganhos. Além de render bem, o gestor não deve se apropriar da maior fatia do bolo. A divisão entre o tanto que fica com o gestor e o quanto fica com o cliente também deve ser observada. A maior parte do bolo precisa ficar com o investidor, claro.

Respeitadas essas condições, sou um defensor dos fundos de ações. Por isso, manifesto que, a princípio, apoiarei a campanha da famigerada corretora. 

Digo “a princípio” porque precisamos ver como será, na prática, essa defesa do investimento em fundos. E sabendo como as coisas são, prefiro me precaver.

Se o interesse é mesmo no investidor, ou seja, no retorno final da carteira do cliente, a defesa deve ser pela aplicação em fundos com cashback, aqueles que, em termos pragmáticos e grosseiros aqui, têm revertido para o investidor parte das taxas cobradas pelas gestoras.

Aqui, sim, precisamos nos debruçar sobre as taxas e os cashbacks, porque o impacto é na veia, imediato, direto e mensurável. Afeta numa via de mão única o retorno final do investidor.

Um exemplo muito simples.

Imagine que meu amigo incorporador siga minha recomendação e decida investir no ótimo fundo da Brasil Capital, disponível na plataforma da corretora X. Suponha que o fundo cobre uma taxa de administração de 1,5% ao ano e pague rebate às plataformas de investimento de 30% disso. Ou seja, ele paga 0,45% ao ano de rebate. Se a corretora não dá cashback ao cliente, ela se apropria integralmente desse 0,45% ao ano (pode, claro, dividir uma fatia disso com o agente autônomo, se for o caso). Do retorno final para o investidor, portanto, segue sendo descontada a íntegra da taxa de administração de 1,5%. Se ainda não ficou claro, o investidor tem um retorno bruto de um determinado nível ao ano e precisará descontar disso esse 1,5% de taxa, para chegar ao seu retorno líquido antes de impostos.

Ok. Agora suponha o mesmo caso. O mesmo fundo e, portanto as mesmas taxas de administração, o mesmo retorno bruto e o mesmo rebate. Mas o investidor decide realizar sua aplicação por meio da plataforma Y, que paga cashback. Ou seja, parte da taxa acaba “devolvida” ao próprio investidor. Vamos supor que o cashback seja de 0,2% ao ano. Nesse caso, do 0,45% de rebate pago à corretora, 0,2% seria retransmitido para o investidor. 

Pragmaticamente, ele tem 0,2% a mais de retorno por ano, porque paga uma taxa de administração, no mesmo fundo, menor. 

Estamos falando aqui de retorno líquido na veia. É apenas uma aplicação direta do conceito, da construção da coisa. Não há opinião. O retorno líquido final do investidor que recebe cashback é maior. 

Talvez o leitor menos criterioso possa dizer que 0,2% ao ano não faz muita diferença para ele. Eu respeito isso. Se a opção por deixar passar 0,2% for deliberada e racional, tudo bem. Mas é preciso reconhecer que se está deixando dinheiro na mesa, fácil e simples de pegar. Já vi gente se estapeando por menos do que isso, e jornalista tentando defenestrar gestora que queria cobrar 0,1% ao ano da taxa de administração.

Por isso, entendo que, dadas as atuais condições de mercado, só há sentido em defender o investimento em fundos, entre aqueles disponíveis em várias plataformas, claro, se for naqueles que pagam cashback. Portanto, aguardo a campanha da famosa corretora com essa expectativa — confesso até, com alguma ansiedade.

Se o interesse é mesmo pelo retorno do investidor, a corretora e todo seu entorno, com seus veículos de mídia, jornalistas, influenciadores e analistas, deve deixar isso claro e defender o investimento somente em fundos que pagam cashback. Caso contrário, estará sugestionando que seus clientes deixem dinheiro na mesa. E imagino que ela não queira isso.

Hoje, Banco Inter (BIDI4;BIDI11), Pi e Vitreo oferecem cashback no investimento em fundos. Portanto, elas são a solução objetiva para a questão aqui colocada.

Vitreo
Hoje, Banco Inter, Pi e Vitreo oferecem cashback no investimento em fundos (Imagem: Lucas Röttgering/Money Times)

Há uma outra coisa importante aqui. Embora o Banco Inter, sob o brilhante trabalho do João Victor Menin, e a Pi, ainda quando do também brilhante Felipe Bottino, tenham trazido a ótima prática do cashback, eles não endereçaram o conflito de interesses associado à distribuição de fundos nas plataformas.

O Inter e a Pi recebem rebates diferentes das gestoras e dão cashbacks diferentes para seus clientes. Ou seja, em termos práticos, essas plataformas recebem mais ou menos de acordo com o fundo A ou B. Portanto, estão incentivadas a sugestionar para seus clientes os fundos que pagam mais rebate para si. 

Na nossa parceria com a Vitreo, demos um passo também para solucionar, além do cashback em si, a questão do conflito de interesses. Independentemente do fundo, a Vitreo recebe, no máximo, 0,2% de rebate. Todo o excedente é repassado para o investidor via cashback. Seja o fundo A, B ou Z, a Vitreo acaba recebendo a mesma coisa. É o investidor que se apropria do resto. Portanto, não há na Vitreo ou na Empiricus qualquer incentivo a sugestionar A, B ou Z, porque, no fim do dia, acaba sendo a mesma remuneração. Somente a Vitreo tem esse modelo. Ela foi pensada assim, para dar mais retorno final líquido ao investidor e não haver conflito de interesses. Ali você não deixa dinheiro na mesa, porque recebe cash, e está livre da dúvida se aquela sugestão de investimento foi feita realmente pensada para você. 

Para celebrar este modelo único e a importância do cashback sem conflito, preparamos uma coisa muito bacana para o investidor. Esta é a semana de aniversário da Empiricus. Fazemos 11 anos amanhã e queremos que o investidor seja o grande presenteado.

Para incentivar o investimento em fundos de ações, com maior retorno final líquido, ou seja, com cashback e sem conflito de interesses, se o cliente solicitar qualquer portabilidade de fundo de uma outra plataforma para a Vitreo, além de se beneficiar das características aqui mencionadas, o investidor vai ganhar por um ano a assinatura da nossa série Os Melhores Fundos de Investimento, porque queremos que ele esteja bem informado e aplicando nos melhores fundos. 

A Vitreo vai entrar em contato com os detalhes para ele destravar essa assinatura gratuita. Basta realizar a portabilidade. Se ele já for assinante, a promoção continua valendo: a Vitreo entrará em contato para ele poder destravar mais um ano de assinatura de graça.

Neste link, você encontra os detalhes para a portabilidade. 

Invista em fundos, mas não deixe dinheiro na mesa.

Última atualização por Diana Cheng - 03/11/2020 - 13:43

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