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Fundos imobiliários (FIIs): O setor mais promissor para 2026, segundo gestor da Kinea

14 jan 2026, 7:00 - atualizado em 12 jan 2026, 15:59
FIIs 2026 fundos imobiliários (Imagem: Pavel Muravev/ istockphoto)
FIIs de tijolo ganham destaque, e escritórios lideram oportunidades em 2026 (Imagem: Pavel Muravev/ istockphoto)

O ano de 2026 deve trazer oportunidades para investidores de fundos imobiliários, especialmente aqueles focados em imóveis físicos, conhecidos popularmente como FIIs de tijolo.

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Segundo Carlos Martins, gestor da Kinea Investimentos, esses ativos devem se beneficiar da provável queda da taxa Selic e da limitação de novos lançamentos, que mantêm a oferta controlada.

“No tijolo, há espaço para aumento de dividendos via redução de vacância e ajustes de aluguéis, e o investidor pessoa física continua interessado em renda imobiliária. Com a redução de juros e o início do ajuste da economia, é provável que novos investidores entrem no mercado, elevando a liquidez e o interesse pelos FIIs”, afirmou, em entrevista concedida ao Money Times.

O melhor setor para 2026

Entre os diferentes segmentos, escritórios aparecem, de acordo com Martins, como a opção mais promissora para este ano, com potencial de aumento de rendimentos e valorização das cotas na bolsa de valores.

“O setor de escritórios ainda está muito descontado e tem saído notícias positivas. O fantasma do home office se diluiu, com empresas solicitando mais dias presenciais. Todos os indicadores levam a crer que o setor vai continuar melhorando”, pontuou, citando como exemplo a avenida Brigadeiro Faria Lima, região de São Paulo com preço por metro quadrado elevado.

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“Alguns inquilinos [na Faria Lima] estão com aluguéis defasados desde a pandemia. Em 2026, os proprietários devem reajustar esses contratos. Isso se traduz em maior dividendo e, com maior dividendo, a cota tende a subir.

O gestor, porém, alertou que nem todos os fundos do setor estão livres de desafios. “O cenário geral é positivo, mas a seleção é fundamental. Alguns fundos ainda têm ativos desafiadores, como prédios antigos ou mal-cuidados, que exigem atenção.”

Outros setores

Na visão de Martins, o segmento de logística também segue atrativo, embora com espaço mais limitado para expansão. “Logística tem potencial, mas o gap não é tão grande, pois já apresenta vacância estruturalmente baixa.”

Os shoppings, por sua vez, podem se beneficiar do aumento do fluxo de consumidores, especialmente em locais estratégicos e com alta concentração de edifícios.

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“Shoppings próximos a prédios podem capturar ganhos também, pois se eu tenho mais pessoas nos edifícios por mais dias, eu trago um fluxo que antes eu não tinha para a região.”

Já entre os fundos imobiliários de papel, Martins destaca os FIIs de CRIs indexados principalmente à inflação como uma alternativa interessante para os próximos meses.

A chave para 2026

O gestor reforçou, no entanto, que, embora o cenário seja favorável, nem todos os fundos vão se beneficiar igualmente. “A qualidade da carteira e a gestão do portfólio farão a diferença nos resultados.”

Segundo Martins, a Kinea, por exemplo, vem ajustando suas carteiras de forma gradual, sem movimentos bruscos, pautada pela dinâmica das curvas de juros, que orienta grande parte das decisões.

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“Esperamos uma redução de cerca de 2,5 pontos [na Selic], podendo chegar a 3 pontos [no ano] nos cenários mais otimistas. A eleição também é uma variável relevante que pode influenciar as expectativas e, para nós, as curvas de juros são muito importantes, e essa coisa de entender a expectativa também. A gente está ajustando devagar, olhando para os cases mais óbvios. Estamos nos antecipando um pouco, mas sem girar tudo”, concluiu.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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