Internacional

Filho do último xá do Irã pede intervenção militar dos EUA

15 fev 2026, 8:13 - atualizado em 15 fev 2026, 8:13
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Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, defende intervenção militar dos EUA e afirma que o regime está perto do colapso. (Imagem: iStock/Hudiemm)

O líder da oposição iraniana, Reza Pahlavi, afirmou no sábado (14) que uma intervenção militar dos Estados Unidos no Irã poderia salvar vidas e pediu ao governo do presidente Donald Trump que não prolongue as negociações com os líderes religiosos de Teerã sobre um acordo nuclear.

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O filho exilado do xá deposto do Irã disse à Reuters, em entrevista, que há sinais de que o governo iraniano estaria à beira do colapso e que um ataque poderia enfraquecê-lo ou acelerar sua queda.

Pahlavi falou à margem da Conferência de Segurança de Munique, evento do qual autoridades do governo iraniano estão proibidas de participar.

“É uma questão de tempo. Esperamos que esse ataque acelere o processo e que o povo possa finalmente voltar às ruas e levar o regime à sua derrubada definitiva”, disse Pahlavi, que mora nos Estados Unidos e vive fora do Irã desde antes de seu pai ser derrubado na Revolução Islâmica, em 1979.

Uma campanha de prisões em massa e intimidação levou à detenção de milhares de pessoas, enquanto as autoridades iranianas tentam impedir novos protestos após a repressão, no mês passado, aos distúrbios mais violentos desde 1979. As manifestações começaram em 28 de dezembro, como um ato modesto no Grande Bazar de Teerã contra as dificuldades econômicas, e rapidamente se espalharam pelo país.

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Trump questionou nível de apoio a Pahlavi

A oposição iraniana está fragmentada entre grupos rivais e facções ideológicas — incluindo os monarquistas que apoiam Pahlavi — e aparenta ter pouca presença organizada dentro da República Islâmica. Em entrevista à Reuters no mês passado, Trump demonstrou ceticismo quanto ao nível de apoio de Pahlavi dentro do Irã.

O governo Trump iniciou conversas com Teerã para avaliar a possibilidade de um novo acordo nuclear, ao mesmo tempo em que Washington reforçava sua presença militar na região. Diplomatas dos Estados Unidos e do Irã se reuniram em Omã na semana passada, e novos encontros são esperados para a próxima semana.

“As pessoas esperam que, em algum momento, se chegue à conclusão de que não adianta, que não faz sentido, que não vamos chegar a lugar nenhum com as negociações. Portanto, é hora de os Estados Unidos intervirem e fazerem o que o presidente Trump prometeu: apoiar o povo”, afirmou Pahlavi.

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“A intervenção é uma forma de salvar vidas”, acrescentou.

Na sexta-feira (13), em discurso a tropas americanas na Carolina do Norte, Trump disse que o Irã tem sido difícil nas negociações nucleares e sugeriu que pode ser necessário pressionar Teerã para resolver o impasse de forma pacífica.

Dois funcionários norte-americanos, que falaram sob condição de anonimato, disseram à Reuters que as Forças Armadas dos Estados Unidos se preparam para a possibilidade de uma operação prolongada, com duração de semanas, contra o Irã, caso Trump ordene um ataque.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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