Taxa Selic

Fim da era dos juros parados? UBS aposta em cortes da Selic a partir de março

01 fev 2026, 10:00 - atualizado em 30 jan 2026, 12:30
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O relatório do UBS BB antecipa sua projeção para o início do ciclo de cortes, que antes era abril de 2026, para março de 2026. (Imagem: iStock/ Rmcarvalho)

Na última quarta-feira (28), o Copom se reuniu e decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, em linha com as expectativas do mercado. A resolução foi unânime e é a quinta manutenção consecutiva da taxa de juros nesta posição. Ainda assim, o UBS BB avalia que esse foi o fim do ciclo de juros estáveis, abrindo caminho para o início do afrouxamento monetário.

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De acordo com os analistas, o principal destaque do comunicado do Comitê foi a sinalização clara de que os cortes de juros podem já começar em março. O relatório aponta que o Banco Central realizou mudanças relevantes no texto, enfatizando a “serenidade” tanto no ritmo quanto na magnitude dos cortes e que o processo de flexibilização dos juros também depende de um contexto de redução da inflação.

O cenário-base do UBS é de cortes de 50 pontos-base por reunião, começando em março, até a última reunião antes das eleições de setembro, o que resultaria em um total de 250 pontos-base de cortes ao longo de cinco reuniões. Um corte menor, de 25 pontos-base em março, é visto como cenário alternativo.

Diante dessa sinalização, o relatório antecipa sua projeção para o início do ciclo de cortes, que antes era abril de 2026, para março de 2026. A mudança se deve não apenas à comunicação do Copom, mas também à melhora do cenário cambial, que ajuda a trazer as projeções de inflação para mais perto da meta de 3,0% em 2027.

A projeção dos analistas para a Selic ao final de 2026 passou de 12,0% para 11,50%. No entanto, o banco ressalta que esse cenário depende de algum ajuste fiscal após as eleições. Sem medidas fiscais, o ciclo de cortes pode parar em torno de 12,5%. Já com um esforço fiscal mais robusto, a Selic poderia cair ainda mais, chegando a 10,5% no fim do ano.

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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