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Mais uma empresa dos irmãos Batista pode chegar à bolsa; veja valores e o que está em jogo

05 jan 2026, 18:35 - atualizado em 05 jan 2026, 18:38
picpay
(Imagem: Facebook/PicPay)

Após a Agea e a BRK Ambiental entrar com pedido de IPO, sigla para oferta pública de ações em português, chegou a vez da PicPay solicitar a abertura de capital, agora na Nasdaq, a bolsa de tecnologia dos Estados Unidos.

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O braço financeiro dos irmãos Joesley e Wesley Batista seguiu o script de outras empresas e chegou a protocolar uma oferta em 2021. Porém, as incertezas com os juros e a piora de liquidez nas bolsas fecharam as janelas para aberturas de capital — que parece, finalmente, se abrir novamente.

Ao todo, a companhia poderá levantar até US$ 500 milhões e, segundo Valor Econômico, há demanda pela companhia. A última empresa brasileira a realizar um IPO fora do Brasil foi o Nubank, em 2021.

O PicPay pretende se listar sob o código “PICS”.

Os planos do PicPay

Segundo o documento, os recursos captados no IPO deverão ser utilizados principalmente para fortalecer o capital, financiar crescimento orgânico, investir em tecnologia, novos produtos e eventuais aquisições estratégicas.

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Além disso, o PicPay destaca seu crescimento de base de usuários, diversificação de receitas e expansão do portfólio de produtos como pilares da tese de investimento.

Ao mesmo tempo, o banco digital reconhece que ainda enfrenta desafios de rentabilidade, em um ambiente altamente competitivo, dominado por bancos tradicionais e fintechs de grande escala.

Quem é PicPay?

Com mais de 13 anos de história, o PicPay é um dos principais bancos digitais do Brasil.

Fundada em Vitória, a companhia diz que foi pioneira em transações instantâneas entre pessoas e no uso de QR Code, oito anos antes do Pix.

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PicPay registrou no 1º semestre de 2025 lucro líquido de R$ 208,4 milhões, receita líquida de R$ 4,5 bilhões, TPV de R$ 251,3 bilhões e carteira de crédito de R$ 16 bilhões, além de uma base de 41,3 milhões de clientes ativos.

É hoje o 2º maior banco digital do Brasil e o 7º maior banco em número de clientes pelo Bacen.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. É também setorista de setor financeiro. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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