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Fim do estoque: 95% do bitcoin (BTC) já foi minerado — mas o resto deve demorar mais de 100 anos; entenda

09 mar 2026, 16:48 - atualizado em 09 mar 2026, 17:07
Mineradora cripto
Criado para ter um limite máximo de 21 milhões de unidades, o Bitcoin agora tem menos de 1 milhão de moedas restantes para serem mineradas (Imagem: Unsplash/Michael Förtsch)

O universo do bitcoin (BTC) acaba de atingir um marco simbólico: cerca de 20 milhões de unidades já foram mineradas. Isso significa que aproximadamente 95% de todo o suprimento possível da criptomoeda já entrou em circulação.

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O número tem mais peso psicológico do que técnico — afinal, a rede continua funcionando normalmente. Ainda assim, ele reforça uma característica central do projeto: a escassez programada.

Criado para ter um limite máximo de 21 milhões de unidades, o bitcoin agora tem menos de 1 milhão de moedas restantes para serem mineradas. E, apesar de parecer pouco, a maior parte desse volume só será emitida ao longo de mais de um século.

Por que os últimos bitcoins demoram tanto para surgir?

A explicação está no próprio funcionamento do próprio protocolo do bitcoin.

A mineração é o processo que mantém o sistema descentralizado funcionando. Milhares de computadores ao redor do mundo competem para resolver desafios matemáticos complexos. Quem consegue resolver primeiro ganha o direito de registrar um novo bloco de transações na blockchain — e recebe uma recompensa em bitcoins.

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Esse mecanismo cumpre três funções principais:

  • Segurança: os mineradores validam transações e protegem a rede contra fraudes;
  • Contabilidade pública: todas as operações ficam registradas em um livro-caixa digital aberto, a blockchain;
  • Incentivo econômico: quem adiciona blocos recebe recompensas.

Essas recompensas, porém, diminuem ao longo do tempo.

O efeito do halving

Desde a criação da criptomoeda, a emissão de novos bitcoins segue uma regra fixa: a recompensa paga aos mineradores cai pela metade aproximadamente a cada quatro anos.

Esse evento é conhecido como halving.

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Com cada redução, o ritmo de criação de novas moedas desacelera. Foi esse mecanismo que permitiu que 95% dos bitcoins fossem minerados relativamente rápido, enquanto os 5% restantes levarão mais de um século para entrar em circulação.

A estimativa é que o último bitcoin seja minerado por volta de 2140.

O que acontece quando o limite de 21 milhões for atingido?

Quando a emissão de novas moedas chegar ao fim, os mineradores não deixarão de operar.

Hoje, eles recebem dois tipos de remuneração:

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  1. Recompensa do bloco (novos bitcoins emitidos).
  2. Taxas pagas pelas transações incluídas no bloco.

Com o tempo, a primeira fonte de receita desaparece gradualmente — mas as taxas de transação continuarão existindo, garantindo o incentivo econômico para que os mineradores sigam validando operações.

A escassez do bitcoin fica cada vez mais evidente

O marco de 20 milhões de moedas mineradas serve principalmente como um lembrete da lógica econômica do Bitcoin: a oferta nova é cada vez menor.

Com menos unidades sendo criadas a cada ciclo, acumular grandes quantidades tende a ficar mais difícil ao longo do tempo. Por isso, dentro da comunidade cripto, surgiu até um termo próprio: “wholecoiner”, usado para quem possui 1 BTC inteiro — algo que pode se tornar cada vez mais raro conforme o estoque disponível diminui.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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