Tecnologia

Fluxo de caixa das big techs deve triplicar para o futuro do crescimento da inteligência artificial, aponta site

23 set 2026, 12:51
Mercado Mercados Ibovespa Morning Wall Street Agenda
(Imagem: iStock/maciek905)

Entre discursos da ONU e manifestos no X (antigo Twitter), a inteligência artificial domina o debate público. Na esfera do mercado financeiro, a grande questão que preocupa investidores é o retorno frente aos gastos com IA das big techs.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Especialmente considerando o peso da IA nas bolsas norte-americanas e o crescimento de cerca de um quinto da economia do país.

Para se ter uma noção, o Yahoo Finance apontou que os quatro principais hyperscalers (“hiperscaladores”), Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft, devem investir cerca de US$ 800 bilhões em despesas de capital (capex). O valor é dez vezes superior ao registrado em 2019, segundo o Goldman Sachs.

Em entrevista ao portal, Torsten Sløk, economista-chefe da Apollo, afirmou que para manter esse nível de investimento, porém, exigirá uma expansão igualmente histórica da geração de caixa dessas empresas.

Inteligência artificial: Dívida ou retorno a longo prazo?

Para correr a maratona de inteligência artificial, empresas têm voltado ao mercado de dívida. Até o final deste ano, há a expectativa que os hiperescaladores emitam US$ 250 bilhões em títulos de dívida corporativa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E, apesar de terem a capacidade de gerar recursos, os investimentos para construir a infraestrutura de IA têm pressionado os fluxos de caixa das companhias. Pela primeira vez, em julho, a Alphabet registrou um trimestre com fluxo de caixa livre negativo desde que abriu capital como Google, em 2004.

Se o aumento de geração de caixa no concretizar, a lógica econômica que sustenta o principal motor do mercado acionário americano pode mudar rapidamente, afirmou Sløk.

Segundo dados compilados pela Apollo Global, usando estimativas consensuais de Wall Street, o fluxo de caixa operacional dessas empresas deve sair de US$ 600 bilhões em 2025 para cerca de US$ 2 trilhões em 2030.

À medida que empresas aumentem seus gastos com serviços de IA, a expansão do fluxo de caixa operacional dos hiperescaladores deve ser favorecida. E, para Sløk, a saúde de todo o ecossistema econômico ligado à inteligência artificial depende disso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Sob supervisão de Renan Dantas

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar