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Imigrantes deixarão de enviar até US$ 100 bilhões a famílias em países pobres, diz Citi

16 abr 2020, 13:37 - atualizado em 16 abr 2020, 14:14
Citi
A retração econômica causada pelo coronavírus e a guerra dos preços do petróleo devem reduzir os fluxos de remessas em US$ 21 bilhões para US$ 28 bilhões (Imagem: Facebook/Citi)

Os fluxos globais de remessas podem cair em até US$ 100 bilhões neste ano no pior cenário devido à recessão provocada pela pandemia de coronavírus, que eliminaria uma fonte essencial de apoio às famílias nos países em desenvolvimento, segundo o Citigroup.

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A retração econômica causada pelo coronavírus e a guerra dos preços do petróleo devem reduzir os fluxos de remessas em US$ 21 bilhões para US$ 28 bilhões, mas o número pode ser muito maior se as políticas monetárias e fiscais para combater o impacto da pandemia não funcionarem, disseram economistas do banco, como Dana Peterson, em relatório na quarta-feira.

“As remessas servem como poderosos estabilizadores automáticos para economias de baixa e média renda”, escreveram os economistas.

A redução desse tipo de apoio às pessoas de baixa renda pode ameaçar o “delicado equilíbrio entre famílias e governos”.

As remessas globais totalizaram US$ 706 bilhões no ano passado, e a queda desse valor pode colocar os meios de subsistência de milhões em risco, causar crises humanitárias em economias de baixa renda e sujeitar mercados emergentes de menor porte a choques externos, rebaixamentos da nota de crédito e possivelmente inadimplência da dívida soberana, alertou o Citigroup.

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Os analistas basearam os cálculos num modelo desenvolvido pela Oxford Economics.

Pequenas economias no sudeste da Ásia, como Filipinas e Vietnã, estão entre as “mais vulneráveis” a um choque de remessas, segundo o relatório, enquanto Tajiquistão, Ucrânia e Sri Lanka correm risco elevado de default da dívida soberana.

Com a queda dos fluxos de remessas para mercados emergentes, governos precisarão compensar a lacuna por meio de medidas de estímulo, segundo os economistas.

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