Taxa Selic

Focus: Economistas reduzem expectativa de corte da Selic para 0,25 pp

16 mar 2026, 9:58 - atualizado em 16 mar 2026, 9:58
banco central bc relatório de inflação pib
(Imagem: Agência Brasil)

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) ajustaram as expectativas para corte dos juros para a reunião do Comite de Política Monetária (Copom) desta semana, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16).

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Agora, a mediana das projeções indica que início do afrouxamento monetário deve iniciar em 0,25 ponto percentual e não mais em 0,50 p.p.

A expectativa para a taxa de juros brasileira ao final do ano também foi alterada. Para 2026, as previsões passaram de 12,13% para 12,25%, enquanto que para 2027, 2028 e 2029, são de 10,50%, 10% e 9,50%, respectivamente.

O comitê se reúne nesta quarta-feira (18) para decidir o rumo da Taxa Selic, que permanece em 15% desde junho de 2025. De acordo com a última comunicação do BC, a intenção é de que os cortes iniciem nesta próxima reunião e a expectativa geral do mercado é de que a taxa de juros fosse para os 14,50%.

No entanto, por conta da escalada das tensões no Oriente Médio e o possível impacto do preço do petróleo na inflação global, as perspectivas mudaram. Até semana passada, diversos bancos e até o mercado de opções ainda precificava o corte mais agressivo. Desde quinta-feira (12) as coisas mudaram.

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Casas como Santander, Itaú BBA, Bank of America, Safra e Goldman Sachs já ajustaram suas expectativas e agora também enxergam um corte de 0,25 p.p no horizonte.

Mudanças na inflação

Além de ajustes na Selic, o Relatório Focus também mostrou uma mudança relevante nas expectativas para a inflação em 2026.

As projeções para 0 Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para esse ano passaram de 3,91% para 4,10%. Nos três anos seguintes seguem estáveis: 3,80% em 2027, 3,50% em 2028; e 3,50% em 2029.

Mesmo que dentro da banda de tolerância da meta do BC para a inflação, o número mostra uma piora no cenário inflacionário devido impacto que o preço elevado do petróleo traz a toda cadeia produtiva e aos consumidores.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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