Fórmula 1

Fórmula 1: Primeiro brasileiro desde Massa movimenta milhões fora das pistas; veja quanto ganham os pilotos

01 mar 2026, 11:16 - atualizado em 26 fev 2026, 10:20
Primeiro brasileiro na Fórmula 1 desde Massa movimenta milhões de dólares; veja quanto ganham os principais pilotos (Imagem: Montagem Money Times)
Primeiro brasileiro na Fórmula 1 desde Massa movimenta milhões de dólares; veja quanto ganham os principais pilotos (Imagem: Montagem Money Times)

A temporada 2026 da Fórmula 1 começa no dia 6 de março, no Circuito de Melbourne, na Austrália, com um brasileiro já estabelecido no grid: Gabriel Bortoleto. Após a estreia em 2025, o piloto, de 21 anos, inicia seu segundo ano na principal categoria do automobilismo em um ambiente em que a disputa vai além das posições na pista.

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Fazer parte da F1 significa integrar uma elite que movimenta dezenas de milhões de dólares todos os anos em salários, bônus e acordos comerciais com marcas globais. E, ao lado de Bortoleto, o campeonato reúne alguns dos profissionais mais bem pagos — e também mais valiosos — do planeta.

Gabriel Bortoleto: consolidação e valorização

Se dentro das pistas Gabriel ainda busca afirmação, fora dela o movimento já se intensificou. Isso porque, em termos financeiros, essa fase de promessa importa – e muito.

Enquanto no primeiro ano o foco geralmente está na adaptação ao grid, o segundo costuma abrir espaço para:

  • Renegociação de contratos e salários;
  • Novos patrocinadores;
  • Expansão de exposição internacional.

Bortoleto inicia 2026 como representante da Audi, correndo ao lado do experiente Nico Hulkenberg, após a transição da Sauber para a montadora alemã, numa mudança que amplia visibilidade e potencial comercial.

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Até o começo de janeiro, por exemplo, sua carteira de patrocinadores incluía nomes como KitKat, Banco de Brasília (BRB), Porto Seguro, Motorola, Snapdragon e AK Management.

No entanto, um dia antes do lançamento do carro de 2026 da Audi, o brasileiro anunciou mais um parceiro de peso em sua carreira: o Mercado Livre.

O acordo inclui a exposição da marca no capacete do piloto ao longo do campeonato, e, segundo o MELI, o contrato está alinhado à estratégia de associar a marca a talentos justamente em ascensão.

Em outubro de 2025, a Porto Seguro também já havia anunciado a renovação do patrocínio com Gabriel por mais três anos, numa participação que começou em 2023.

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Da promessa ao ativo comercial – e o salário milionário

Nascido em Osasco, na Grande São Paulo, Bortoleto tirou, em 2025, a saudade dos brasileiros de torcerem pelas cores do país nas pistas da Fórmula 1.

A última vez que um piloto do Brasil havia representado a bandeira verde e amarela como titular foi em 2017, quando Felipe Massa anunciou a aposentadoria.

Gabriel, que nasceu em outubro de 2004, começou sua trajetória no kart, aos sete anos, e teve uma ascensão que chama a atenção na profissão: em 2018, conquistou o 3º lugar nos campeonatos europeu e mundial na categoria OKJ, demonstrando seu domínio na modalidade.

Em 2019, fez a transição para os carros de Fórmula, disputando a F4 italiana. Aos 20 anos, fez história ao conquistar os títulos da FIA Fórmula 3, em 2023, e da FIA Fórmula 2, em 2024.

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Além de conquistar o título da Fórmula 3, o brasileiro também recebeu uma ótima notícia em 2023: foi contratado pela McLaren para fazer parte da sua Academia de Pilotos — um programa que visa preparar talentos para a Fórmula 1.

Em meio à trajetória meteórica, estimativas indicam que Bortoleto receberá cerca de US$ 2 milhões (aproximadamente R$ 10,5 milhões, na cotação atual) pela temporada de 2026, valor que tende a crescer conforme desempenho e exposição.

O desafio de competir em um grid bilionário

A consolidação do brasileiro acontece em um ambiente dominado por pilotos que transformaram performance esportiva em plataformas comerciais.

Nomes como Lewis Hamilton, Max Verstappen, Charles Leclerc, Lando Norris e Fernando Alonso não apenas acumulam títulos, mas também contratos que elevam seus ganhos anuais para dezenas de milhões de dólares.

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Hamilton, da Ferrari, e Verstappen, da Red Bull Racing, por exemplo, lideram essa corrida financeira, com rendimentos estimados acima de US$ 60 milhões por temporada, segundo informações compiladas pelo RacingNews365.

Faz sentido que os dois sejam os pilotos mais bem pagos da Fórmula 1: juntos, têm 11 títulos, e suas remunerações refletem a estratégia das equipes de retê-los.

Já Leclerc, também da Ferrari, e Norris, da McLaren, ocupam uma posição um pouco, mas nem tanto, abaixo, com salários projetados em US$ 34 milhões e US$ 30 milhões por ano, respectivamente.

Por sua vez, Alonso, de 44 anos, da Aston Martin, mostra como longevidade e reputação seguem sendo ativos relevantes mesmo após décadas na categoria, com ganhos próximos de US$ 20 milhões anuais.

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Confira as estimativas de salários:

Piloto Equipe Salário anual Duração do contrato
Max Verstappen Red Bull US$ 70 milhões 2028
Lewis Hamilton Ferrari US$ 60 milhões 2026
Charles Leclerc Ferrari US$ 34 milhões 2028
George Russell Mercedes US$ 34 milhões 2026
Lando Norris McLaren US$ 30 milhões 2027
Fernando Alonso Aston Martin US$ 20 milhões 2026
Carlos Sainz Williams US$ 13 milhões 2027
Oscar Piastri McLaren US$ 13 milhões 2028
Pierre Gasly Alpine US$ 12 milhões 2028
Alex Albon Williams US$ 12 milhões 2027
Lance Stroll Aston Martin US$ 12 milhões Aberto
Sérgio Pérez Cadillac US$ 8 milhões 2027
Nico Hülkenberg Audi US$ 7 milhões 2027
Esteban Ocon Haas US$ 7 milhões 2027
Isaque Hadjar Red Bull US$ 5 milhões 2027
Valtteri Bottas Cadillac US$ 5 milhões 2027
Gabriel Bortoleto Audi US$ 2 milhões 2027
Kimi Antonelli Mercedes US$ 2 milhões 2027
Oliver Bearman Haas US$ 1 milhão 2027
Liam Lawson Racing Bulls US$ 1 milhão 2026
Franco Colapinto Alpine US$ 0,5–1 milhão 2026
Arvid Lindblad Racing Bulls US$ 0,5–1 milhão 2026

Fonte: racingnews365

Como funcionam os patrocínios na F1

Na Fórmula 1, os patrocínios combinam exposição de marca, aporte financeiro e colaboração técnica:

  • Empresas que ocupam espaços principais nos carros e nas roupas costumam pagam dezenas de milhões de dólares por temporada;
  • Já parceiros técnicos geralmente fornecem produtos e serviços aplicados diretamente ao desenvolvimento e à performance.

Na Ferrari, entre as companhias que patrocinam Lewis Hamilton, por exemplo, estão Sony, Tommy Hilfiger e PUMA, enquanto Charles Leclerc mantém contratos com marcas como Eight Sleep, APM Monaco e Richard Mille.

Charles Leclerc e Lewis Hamilton, da Ferrari (Montagem Money Times)
Charles Leclerc e Lewis Hamilton, da Ferrari (Montagem Money Times)

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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