Epic Games

Fortnite: como um dos games mais jogados no mundo fez mais de mil funcionários serem demitidos de uma vez

27 mar 2026, 12:03 - atualizado em 27 mar 2026, 12:03
Fortnite Epic Games
(Imagem: Shutterstock/Cassiano Correia)

Em 2020, o universo dos jogos online parecia ter um único dono: o Fortnite. O battle royale da Epic Games já vinha em ascensão, mas no ano da pandemia, em meio ao isolamento social, ele virou mais do que um jogo e passou a funcionar como ponto de encontro digital. Jogar era, também, uma forma de socializar.

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Nesse cenário, as skins deixaram de ser mero detalhe estético e viraram um negócio. Gratuito para jogar, o Fortnite encontrou nas roupas dos personagens uma máquina de receita: bastava trocar o visual para dar ao avatar uma identidade única dentro da partida.

Franquias como Marvel e DC Comics, além de fenômenos como Stranger Things e artistas famosos, ganharam versões no game, transformando o ambiente virtual em uma espécie de metaverso pop.

A combinação de jogabilidade dinâmica, gráficos cartunescos e constantes inovações manteve o título no topo por anos, se tornando um dos jogos mais bem sucedidos do mundo. Eventos ao vivo, incluindo shows musicais dentro do próprio jogo, reforçaram a sensação de que a fórmula era praticamente infalível.

Mas o roteiro começou a mudar. Nos últimos dias, a Epic Games anunciou uma onda de demissões, com o corte de mais de mil funcionários. Segundo o CEO, Tim Sweeney, o próprio Fortnite está no centro do problema.

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A culpa é do Fortnite

Em publicação no X (antigo Twitter), Sweeney afirmou que o engajamento abaixo do esperado desde 2025 pressionou as finanças da companhia. Hoje, segundo ele, a empresa gasta mais para manter o jogo do que consegue gerar de receita. A Epic também tratou de afastar rumores de que a decisão teria relação com o avanço da inteligência artificial.

“Alguns dos nossos desafios são exclusivos da Epic. Apesar de Fortnite continuar sendo um dos jogos de maior sucesso do mundo, temos enfrentado dificuldades para entregar a magia de Fortnite de forma consistente a cada temporada”, escreveu o executivo.

A alta concorrência, a disputa pela atenção e o dinheiro dos jogadores começaram a pesar para a companhia. Sweeney ainda cita como empecilhos para o crescimento as outras formas de entretenimento digital que estão cada vez mais envolventes, além dos atuais consoles estarem vendendo menos do que a geração anterior.

Mesmo com a queda da popularidade, o Fortnite segue como um dos games mais jogados do mundo, com a estimativa de faturamento de US$ 6 bilhões em 2025.

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Como que fica o jogo agora?

A partir de agora, o futuro de Fortnite deve ser mais enxuto e, ao mesmo tempo, mais estratégico. A Epic Games decidiu recalibrar o jogo, cortando modos considerados menos sustentáveis. Três experiências serão descontinuadas: Ballistic e Festival Battle Stage deixam de existir já em 16 de abril, enquanto Rocket Racing segue até outubro de 2026 antes de sair de cena.

A empresa busca reduzir a dispersão e concentrar esforços no que ainda sustenta o ecossistema do game. Nesse movimento, a empresa aposta em fortalecer os pilares mais populares. O modo PvE “Salve o Mundo”, por exemplo, finalmente será liberado de forma gratuita em 16 de abril — uma tentativa de ampliar a base de jogadores e reaquecer o interesse no título.

O tradicional battle royale, coração do Fortnite, segue como prioridade. A Epic mantém o compromisso com atualizações frequentes e já lançou uma nova temporada recentemente, sinalizando que o foco agora é entregar experiências mais consistentes, ainda que com menos frentes abertas.

Além disso, ajustes recentes indicam uma estratégia dupla para crescer em alcance e melhorar a monetização. A chegada do jogo à Google Play Store pode destravar novos usuários, enquanto o reajuste nos preços dos V-Bucks aponta para uma tentativa de equilibrar as contas em meio ao aumento de custos.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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