FPA cobra revisão da tabela do frete e defende aumento da mistura para biodiesel
A escalada dos preços do diesel voltou a acender o alerta no agronegócio e levou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a reforçar a defesa por ajustes na tabela de frete.
Em nota oficial, a bancada informou que já havia encaminhado, ainda em 2025, ofícios aos ministérios da Agricultura, Transportes, Fazenda e à Casa Civil solicitando a abertura de diálogo técnico para revisar a metodologia vigente.
Segundo a FPA, o modelo adotado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não reflete a realidade do transporte rodoviário no país. A avaliação é de que a tabela desconsidera fatores essenciais, como diferenças regionais, frete de retorno, diversidade de cargas e o perfil da frota, gerando distorções relevantes e desalinhadas com a prática de mercado.
Para a entidade, o cenário atual provoca aumento artificial dos custos logísticos, perda de eficiência nas cadeias produtivas e impacto direto na competitividade do agro — especialmente em setores de grande volume e margens mais apertadas.
A FPA também defende maior transparência e fiscalização permanente da tabela de frete, com parâmetros alinhados às condições reais do mercado. Para a bancada, o uso de sistemas eletrônicos sem clareza sobre os critérios adotados, além das margens de tolerância, precisa ser revisto.
Outro ponto de pressão é o custo do diesel, que representa uma das principais parcelas do frete e vem sofrendo oscilações em meio ao cenário internacional, com destaque para tensões no Oriente Médio.
Nesse contexto, a FPA cobra do governo federal o avanço de uma política de transição energética mais previsível, capaz de reduzir a volatilidade e dar maior estabilidade à cadeia logística.
Por fim, a bancada defende medidas urgentes para revisão do percentual de mistura obrigatória do biodiesel — o chamado B17 — como forma de contribuir para maior previsibilidade e equilíbrio nos custos