Agronegócio

Frigoríficos estariam comprando bois sem urgência e sustentando preços com a folga do dólar

03 set 2019, 16:22 - atualizado em 03 set 2019, 16:48
Volume de animais confinados é alto e preços são sustentados pela arbitragem cambial dos frigoríficos

O dólar girando alto acima dos R$ 4,10 é o que está mantendo as compras de boi gordo a cotações mais firmes. As indústrias estão com escalas alongadas mas hedgeadas, de  modo que estariam comprando mesmo sem ter necessidade.

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Estoca o que não for para porto e o que o consumo interno não puxa.

E, de certa forma de certa forma, derruba um pouco a máxima de que os frigoríficos estão necessitados pela inexistência de oferta de pasto. A boiada guardada em curral dá e sobra e, apesar de preços girando entre R$ 158,00/160,00, não inibem os compradores que vão arbitrar com o câmbio.

A avaliação vem das análises feitas pelo AgroBrazil, e já veio de antes, quando a equipe de assessoria girou por 23 grandes confinamentos, especialmente em São Paulo e Minas, e viu muito boi engordando.

Para referência de agosto, com oferta saindo entre 61 e 90 dias, mais de 47 mil animais em cocho. Para setembro, com boi para sair acima de 90 dias, caiu um pouco, em torno de 41,3 mil animais.

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Boa parte disso é animais a termo, fechados a preços fixados e para entrega de tanto e tal dia, com risco do vendedor. Outra parte é boi negociado também antecipadamente, mas a preço aberto na entrega a Cepea/Esalq mais R$ 11,00 a R$ 12,00 (média desta semana, segundo relatos e notificações de negócios no app AgroBrazil), além dos penduricalhos que podem dar premiação como boi China, Europa, cota Hilton – ou não.

Quanto a outubro, o AgroBrazil não tem levantamentos, mas segue acompanhando,  e acreditando em números sobre setembro que “vão ser cobertos com folga”. E a termo também.

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Repórter no Agro Times
Jornalista de muitas redações nacionais e internacionais, sempre em economia, após um improvável debut em ‘cultura e variedades’, no final dos anos de 1970, está estacionado no agronegócio há certo tempo e, no Money Times, desde 2019.
Jornalista de muitas redações nacionais e internacionais, sempre em economia, após um improvável debut em ‘cultura e variedades’, no final dos anos de 1970, está estacionado no agronegócio há certo tempo e, no Money Times, desde 2019.

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