Fundo imobiliário adquire imóveis locados ao Hospital Sírio-Libanês, em operação de até R$ 348 milhões; veja detalhes
O fundo imobiliário TRX Real Estate (TRXF11) anunciou, nesta quinta-feira (19), que firmou um compromisso para adquirir nove lajes corporativas já locadas ao Hospital Sírio-Libanês, localizadas em São Paulo (SP).
Segundo o comunicado divulgado ao mercado, o valor da transação é de R$ 219,4 milhões, sendo que, desse total, R$ 68,1 milhões serão pagos à vista, em moeda corrente, a título de sinal.
Os R$ 151,3 milhões restantes serão divididos em parcelas trimestrais, que serão fixas e irreajustáveis, e semestrais, que serão corrigidas pelo IPCA acrescido de juros de 4,5% ao ano.
Detalhes do negócio
A operação foi estruturada na modalidade built-to-suit (BTS, em inglês), na qual o fundo adquire os imóveis e realiza reformas e adaptações para atender às necessidades do inquilino.
Nesse caso, o TRXF11 prevê um aporte de R$ 109 milhões para as obras, podendo haver um adicional de até R$ 20 milhões, o que elevaria o preço total da transação para R$ 348,4 milhões.
Os contratos de locação com o Sírio-Libanês terão vigência até 2054, com penalidades em caso de rescisão antecipada, e incluem composição de aluguel fixo e variável.
As nove lajes adquiridas estão situadas no complexo multiuso O Parque, na região do Brooklin (SP), e foram divididas em 18 unidades autônomas, todas destinadas a atividades médico-hospitalares.
O Parque é um empreendimento de 231.982 m² de área construída, composto por quatro torres: três residenciais e uma de escritórios. Veja imagens:
Expansão do portfólio
De acordo com a gestora do TRXF11, a compra está alinhada à estratégia de formar um portfólio híbrido e alugado a inquilinos com elevado perfil de crédito por meio de contratos de longo prazo.
Com a aquisição, o fundo passa a ter 115 ativos na carteira, o que representa aproximadamente 1,2 milhão de m² de área bruta locável (ABL) e valor investido em imóveis de cerca de R$ 7,4 bilhões.
A operação também amplia a exposição do FII ao segmento hospitalar, que passa a representar cerca de 12% da receita contratada.