Fundo imobiliário anuncia atraso em recebimento de CRI; IFIX mantém sequência de alta e alcança recorde
O fundo imobiliário HGI Créditos (HGIC11) informou, por meio de fato relevante, que ainda não recebeu integralmente os valores de um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) que venceu em novembro de 2025.
Segundo o comunicado, divulgado nesta quinta-feira (15), o saldo devedor pendente equivale a aproximadamente 1,69% do patrimônio líquido (PL) do FII.
O HGIC11 adquiriu os CRIs em julho de 2022. Os papéis foram emitidos em novembro de 2020, registrados na B3, e tinham vencimento programado para 24 de novembro do ano passado.
Apesar do término do prazo da operação, a quitação total, incluindo montante principal e remuneração, ainda não foi realizada pelo devedor.
Os CRIs, porém, contam com um pacote de garantias, que inclui alienação fiduciária de imóvel, aval, cessão fiduciária de direitos creditórios e fundo de reserva.
A gestora do HGIC11, High Gestão e Investimentos, informou que mantém negociações recorrentes com o devedor, incluindo o acompanhamento da geração de caixa e a retenção de valores em contas bancárias controladas.
Também está em discussão a definição de um novo fluxo de amortização, com o objetivo de liquidar a operação no menor prazo possível.
Caso as tratativas não avancem ou se tornem excessivamente demoradas, a gestora afirmou que poderá adotar as medidas cabíveis para iniciar a execução das garantias vinculadas aos CRIs.
O fundo imobiliário, no entanto, não informou sobre impacto na distribuição de rendimentos aos cotistas.
IFIX no topo
Ainda no mercado de FIIs, o IFIX, principal índice da indústria na B3, terminou a quinta-feira (15) em novo patamar máximo, ao subir 0,17% e alcançar os 3.804,48 pontos.
Com o avanço, o indicador passa a acumular valorização de 0,77% em janeiro, impulsionado por dias consecutivos de alta.
Em relatório divulgado recentemente, o BTG Pactual avaliou que o mercado de fundos imobiliários (FIIs) deve ter um 2026 equilibrado, combinando oportunidades de valorização e geração de renda.
O banco destacou que a melhora do ambiente macroeconômico, especialmente com a expectativa de queda da taxa Selic, tende a sustentar o desempenho do setor, ainda que a volatilidade siga no radar por se tratar de um ano eleitoral.
Em 2025, vale lembrar, o IFIX acumulou alta superior a 20%, movimento que, segundo o BTG, foi impulsionado pelos elevados descontos observados ao longo do período e por uma base de comparação mais fraca.
Destaques do último pregão (15)
O BTAL11 liderou as altas do dia, avançando 4,62% e encerrando a sessão a R$ 89,97. Em seguida, o URPR11 subiu 3,53%, a R$ 38,39, enquanto o JSAF11 valorizou 3,18%, negociado a R$ 8,12.
| Ticker | Variação (%) | Último (R$) |
|---|---|---|
| BTAL11 | +4,62% | 89,97 |
| URPR11 | +3,53% | 38,39 |
| JSAF11 | +3,18% | 8,12 |
| AJFI11 | +2,96% | 8,34 |
| VGRI11 | +2,52% | 8,53 |
Já o TRBL11 liderou as perdas do dia, recuando 1,13% e fechando a R$ 66,34. Na sequência, o RCRB11 caiu 1,10%, a R$ 141,25, enquanto o CLIN11 recuou 1,08%, negociado a R$ 89,02.
| Ticker | Variação (%) | Último (R$) |
|---|---|---|
| TRBL11 | -1,13% | 66,34 |
| RCRB11 | -1,10% | 141,25 |
| CLIN11 | -1,08% | 89,02 |
| RBRX11 | -0,83% | 8,37 |
| VRTA11 | -0,82% | 79,64 |