Fundo imobiliário anuncia compra de edifício por R$ 31 milhões; veja impacto nos dividendos
O BRC Renda Corporativa Fundo de Investimento Imobiliário (FATN11) anunciou a compra de um novo ativo na capital paulista e reforçou sua estratégia de lajes corporativas com perfil flexível e pronto para ocupação.
Em fato relevante divulgado na sexta-feira (20), o fundo informou que firmou promessa de compra do edifício comercial localizado na Avenida Angélica, 745, em São Paulo. O imóvel possui 4.135 m² de área bruta locável, distribuídos em 14 pavimentos-tipo e térreo.
Retrofit e modelo plug and play
Segundo o comunicado, o prédio passará por retrofit completo e fit-out das unidades, mantendo o padrão predominante do portfólio do fundo: escritórios no modelo plug and play voltados para múltiplos usuários.
As obras já foram contratadas e terão início imediato, com conclusão e ocupação gradativa ao longo de aproximadamente oito meses.
A expectativa é que, após a conclusão das intervenções e a locação integral do imóvel, o ativo gere cerca de R$ 662 mil por mês em receita de aluguel.
Estrutura de pagamento
A aquisição será feita por meio de uma combinação de caixa, emissão de cotas e cessão de direitos de construção sobre o potencial residual do terreno.
A parcela em dinheiro soma R$ 22,5 milhões, dos quais cerca de 20,6% já foram pagos como sinal. O saldo será quitado em 30 de abril de 2026, com correção pela variação acumulada de 100% do CDI no período.
Além disso, R$ 8,5 milhões serão pagos em cotas, de forma parcelada a partir de março de 2026.
Impacto nos dividendos
De acordo com a administradora, a rentabilidade líquida estimada da operação, já considerando os investimentos em retrofit e equipamentos, é compatível com os demais ativos do portfólio.
Durante o período de obras, o fundo afirma que não são esperadas mudanças relevantes no valor dos dividendos distribuídos mensalmente por cota.
Com o movimento, o FATN11 amplia presença em uma região consolidada de escritórios na cidade e aposta na tese de requalificação como motor de geração de renda futura, em um mercado que ainda passa por ajustes no pós-pandemia.