Gafisa (GFSA3) anuncia mudança no conselho em meio à reestruturação da gestão
A incorporadora e construtora Gafisa (GFSA3) anunciou, na manhã desta terça-feira (10), a renúncia de Mariana Barreto Rezende de Oliveira ao cargo de presidente do conselho de administração e também à posição de conselheira da companhia.
Segundo comunicado divulgado ao mercado, após a saída da executiva, que foi apresentada ontem (9), Eduardo Larangeira Jácome foi eleito para assumir a função de membro e presidente do colegiado.
De acordo com a empresa, Jácome já ocupou anteriormente a presidência do conselho e possui mais de 50 anos de experiência nas áreas de planejamento, estruturação e gestão empresarial.
No comunicado, a incorporadora agradeceu a Mariana Rezende pela atuação, com destaque para o período em que esteve à frente do colegiado.
Novos CEO e CFO
Vale lembrar que, no fim de janeiro, a Gafisa elegeu Luis Fernando Ortiz para o cargo de diretor-presidente (CEO), em substituição a Sheyla Resende, cujo mandato chegou ao fim.
Ortiz atua na companhia há cerca de 14 anos e tem, segundo a construtora, “vasta experiência em incorporação e novos negócios”. Ele é engenheiro civil, com pós-graduação nas áreas de real estate e finanças.
No mesmo período, Taimir Barbosa também foi eleita diretora financeira (CFO) e diretora executiva operacional, responsável pela área de controladoria.
Sob os holofotes
Ao final de 2025, a Gafisa voltou ao centro das atenções do mercado em meio a investigações envolvendo os negócios de Nelson Tanure, que ganharam um novo capítulo.
O empresário passou a enfrentar uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que aponta suposto uso de informações privilegiadas em investimentos relacionados à companhia.
A denúncia, apresentada em dezembro, colocou sob escrutínio operações realizadas entre 2019 e 2020, período em que Tanure era acionista relevante da construtora e ocupava uma cadeira no conselho de administração.
Segundo o MPF, o empresário teria se valido de informações sigilosas para obter vantagem na aquisição da incorporadora Upcon pela Gafisa.
Na ocasião, ao Seu Dinheiro, portal parceiro do Money Times, o gabinete da Justiça Federal de São Paulo informou que o processo tramita em segredo, enquanto a defesa de Nelson Tanure afirmou que a denúncia segue o curso normal do processo judicial, que corre sob sigilo, e que, por isso, “não será objeto de debate fora do âmbito judicial”.