Economia

Galípolo diz que BC teve ‘excesso de explicação’, e não falta, após ruído em comunicado

25 jun 2026, 12:58 - atualizado em 25 jun 2026, 12:58
Gabriel Galípolo ibovespa agenda wall street banco master morning times
(Imagem: iStock)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (25) que a reação negativa do mercado ao comunicado recente do Copom decorre mais de um nível elevado de detalhamento do que de falta de transparência na comunicação da autoridade monetária.

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“Tivemos excesso de explicação, e não falta”, disse Galípolo, ao comentar as críticas sobre a forma como o BC apresentou cenários e alternativas de política monetária no Relatório de Política Monetária e na ata.

Durante a coletiva, o presidente do BC também citou a tradição da comunicação dos bancos centrais, lembrando uma frase atribuída ao ex-presidente do Federal Reserve Alan Greenspan — que faleceu recentemente — e que ficou conhecida por resumir a ambiguidade proposital da linguagem da autoridade monetária: "Se eu soei indevidamente claro para vocês, você me entendeu mal, provavelmente".

A referência foi usada para reforçar a ideia de que a comunicação de bancos centrais não busca eliminar interpretações, mas lidar com um ambiente inerentemente incerto.

Galípolo destacou ainda que o Banco Central não deve antecipar o rumo da taxa Selic, reforçando o caráter dependente de dados das decisões do Copom. “Não cabe ao Banco Central dizer quais serão os próximos passos da política monetária”, afirmou, ao defender que qualquer sinalização mais explícita reduziria a flexibilidade do comitê.

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Segundo ele, o atual momento exige cautela na comunicação justamente por conta da dispersão de cenários e da incerteza sobre a dinâmica da inflação. Nesse contexto, o BC segue em um ciclo de calibração da política monetária, com decisões tomadas reunião a reunião.

A fala ocorre após críticas de parte do mercado de que o comunicado recente teria sido excessivamente complexo, ao incorporar simulações e diferentes trajetórias possíveis para a política monetária e para a inflação.

Galípolo, no entanto, argumenta que a intenção foi ampliar a transparência sobre o processo decisório. O efeito colateral, segundo ele, foi o aumento do ruído interpretativo.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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