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Gerdau (GGBR4): Itaú BBA destaca melhora na relação risco-retorno e eleva ação para compra; confira

01 abr 2026, 12:15 - atualizado em 01 abr 2026, 12:15
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(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration)

O Itaú BBA, em relatório, elevou a recomendação de Gerdau (GGBR4) de neutro para compra, sem alterar o preço-alvo para o final de 2026, de R$ 24, o que implica uma valorização potencial de 26,3% para o papel em relação ao fechamento anterior (31).

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Segundo o banco de investimentos, as ações da GGBR4 caíram 10% desde o rebaixamento feito pelo BBA em fevereiro, com desempenho inferior ao Ibovespa em 9 pontos percentuais.

“O papel volta a oferecer uma relação risco-retorno atrativa, com rendimento médio de fluxo de caixa livre (FCF yield) de 9% entre 2026 e 2028 e sendo negociado a um EV/Ebitda estimado para 2026 de 3,9x”, destaca.



Por volta das 11h52 (horário de Brasília), as ações da Gerdau subiam 4,16%, a R$ 19,79.

Pontos fortes da Gerdau

O BBA cita que, além da melhora no valuation e na relação risco-retorno com a queda recente das ações, a expectativa é de números mais fortes da companhia no primeiro semestre de 2026.

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“O momentum deve continuar no segundo trimestre de 2026, com expansão de margens tanto no Brasil quanto nos EUA, favorecida por uma dinâmica mais positiva de custos/preços e melhor sazonalidade”, aponta o banco.

Para o BBA, a América do Norte deve apresentar um resultado mais forte do que o esperado em 2026, enquanto o Brasil apresenta cenário mais desafiador para a Gerdau. Diante desse cenário, o banco elevou a margem Ebitda da América do Norte de 20,4% para 22,6%, mas reduziu a do Brasil de 9,7% para 8,9%.

No relatório, o BBA ressalta que o principal fator positivo para as revisões da América do Norte é um ambiente de preços mais forte no primeiro semestre de 2026, incluindo o anúncio recente de aumento de US$ 40 a US$ 60 por tonelada em qualidade de barras comerciais (MBQ).

“Além disso, acreditamos que o acordo Estados Unidos-México-Canadá ainda pode levar algum tempo para ser totalmente concluído, o que pode sustentar preços domésticos mais firmes por mais tempo. Em nossa visão, essa combinação aumenta a visibilidade das margens nos EUA em relação às nossas premissas anteriores”, afirma.

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Já o cenário doméstico, avalia o BBA, deve seguir desafiador, com um ambiente de preços mais competitivo e menos favorável para a Gerdau, uma vez que as condições macroeconômicas e do setor devem limitar a rentabilidade da companhia no curto prazo.

Gerdau como ‘porto seguro’

Diante da expectativa de desempenho mais forte na América do Norte, mais do que compensando a perspectiva mais fraca do Brasil, o BBA elevou a estimativa do Ebitda da Gerdau de R$ 11,3 bilhões para R$ 11,6 bilhões.

Além disso, o banco de investimentos destaca que o cenário consolidado continua sustentado pela capacidade da empresa de preservar geração de caixa ao longo do ciclo, graças à sua diversificação geográfica — o que também é positivo diante da volatilidade de anos eleitorais.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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