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GM vai registrar baixa contábil de US$ 6 bi por recuo em carros elétricos

09 jan 2026, 4:29 - atualizado em 09 jan 2026, 4:51
Logo da GM na sede da companhia 16/03/2021 REUTERS/Rebecca Cook
Políticas de Trump contra carros elétricos fizeram GM rever produção e contratos (Reuters/Rebecca Cook)

A General Motors anunciou nesta quinta-feira (8) que assumirá uma baixa contábil de US$ 6 bilhões para desmontar alguns investimentos em veículos elétricos, no mais recente anúncio de recuo de montadora na área após queda da demanda em meio às políticas do governo de Donald Trump.

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O impacto decorre da redução da produção de carros elétricos em relação ao planejado e das consequências na cadeia de suprimentos, disse a GM. Semanas antes, a Ford Motor fez anúncio semelhante. mas muito maior.

A maior parte da baixa contábil da GM – um encargo em dinheiro de US$ 4,2 bilhões – está relacionada a cancelamentos de contratos e acordos com fornecedores, que haviam planejado volumes de produção muito maiores.

A GM disse que a baixa contábil não afetará a linha atual de cerca de uma dúzia de modelos elétricos nos Estados Unidos. “Planejamos continuar a disponibilizar esses modelos para os consumidores”, disse a empresa.

Muitas montadoras dos EUA, incluindo a Ford, têm reduzido a produção de modelos eletrificados desde meados do ano passado. As vendas de veículos elétricos despencaram após a eliminação, em 30 de setembro, de um crédito federal de US$ 7.500 para compradores de veículos elétricos.

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Em dezembro, a Ford disse que vai registrar baixa contábil de US$ 19,5 bilhões ao longo de vários trimestres, já que cancelou vários programas de veículos elétricos, incluindo a versão elétrica da picape F-150, além de outra picape e uma van elétricas.

Aposta nos elétricos

A GM, a maior montadora dos EUA em vendas, fez uma das maiores apostas em veículos elétricos entre as montadoras globais, prometendo, em determinado momento, eliminar gradualmente os carros e picapes movidos a combustão até 2035.

Embora a GM não tenha publicamente voltado atrás na meta de 2035, analistas reduziram drasticamente a previsão de vendas de veículos elétricos do setor para a próxima década nos EUA, o maior e mais lucrativo mercado da GM. A presidente-executiva da GM, Mary Barra, disse que a empresa responderá à demanda dos clientes.

A montadora começou a reduzir alguns investimentos relacionados a veículos elétricos no ano passado. Este mês, a GM interrompeu a produção de baterias para veículos elétricos em duas fábricas por seis meses e reduziu a produção para um turno em uma fábrica exclusiva para veículos elétricos em Detroit.

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A empresa também abandonou planos de outra fábrica de Michigan que estava programada para produzir veículos elétricos e, em vez disso, montará o utilitário Cadillac Escalade e picapes.

As vendas de veículos elétricos da GM caíram 43% no quarto trimestre após o fim do incentivo norte-americano. As vendas atingiram recordes nos três meses anteriores, quando os clientes correram para comprar veículos eletrificados antes do fim do incentivo.

O provedor de dados automotivos Edmunds espera que os veículos elétricos representem cerca de 6% das vendas totais de veículos nos EUA em 2026, ante 7,4% em 2025.

A decisão da Ford, na qual a empresa basicamente eliminou toda a segunda geração planejada de veículos elétricos, resultou em um impacto contábil muito maior. O presidente-executivo da Ford, Jim Farley, disse que foi uma medida dolorosa, mas necessária, à medida que o mercado esfriou.

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A Ford está agora depositando suas esperanças no segmento de veículos elétricos em uma arquitetura totalmente nova que permitirá a produção de modelos mais acessíveis, começando com uma picape elétrica de US$30 mil em 2027.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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