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Gol (GOLL54) ganha mais tempo da B3 para tirar grupamento de ações do papel

27 jan 2026, 18:58 - atualizado em 27 jan 2026, 20:22
gol goll54
(Imagem: Facebook/GOL Linhas Aéreas)

A Gol (GOLL54) ganhou um fôlego extra para resolver uma das distorções mais visíveis deixadas pelo seu processo de reestruturação: o preço unitário extremamente baixo das suas ações preferenciais. A companhia informou nesta terça-feira (27) que a B3 prorrogou para 30 de abril de 2026 o prazo para o reenquadramento da cotação dos papéis acima de R$ 1,00.

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Na prática, a decisão afasta, ao menos por enquanto, a necessidade imediata de um grupamento de ações. Segundo a Gol, a extensão do prazo foi concedida em razão do processo de reorganização societária já anunciado, que prevê a incorporação da própria Gol Linhas Aéreas Inteligentes e da Gol Investment Brasil S.A. pela Gol Linhas Aéreas S.A.

A operação deve culminar na saída da companhia do Nível 2 de governança corporativa da B3, o que altera o enquadramento regulatório das ações.

O tema do grupamento ganhou força nos últimos meses à medida que as ações da Gol passaram a ser negociadas a centavos, reflexo direto da profunda reestruturação financeira atravessada pela companhia.

Após concluir o processo de recuperação nos Estados Unidos, a empresa promoveu uma reorganização de capital que diluiu fortemente os antigos acionistas. Hoje, o papel negociado na B3, o GOLL54 (cotado a cerca de R$ 10 no fechamento desta terça), corresponde a um lote de mil açoes da empresa.

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Nesse cenário, a B3 havia estabelecido um prazo para que a Gol elevasse o preço unitário das ações acima de R$ 1,00 — regra aplicada para evitar a permanência prolongada das chamadas penny stocks no mercado.

O adiamento também dialoga com outro movimento relevante: o fechamento de capital da Gol. A reorganização societária em curso abre caminho para uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações remanescentes, tema que já vem sendo acompanhado de perto pelo mercado desde o fim do ano passado.

Um laudo de avaliação divulgado no fim de 2025 indicou um valor de referência de R$ 10,13 por lote de mil ações preferenciais, parâmetro utilizado como base para a operação.

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Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja.
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