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Gol prevê queda de 70% na receita e de ebitda no segundo trimestre, devido ao coronavírus

04 maio 2020, 10:52 - atualizado em 04 maio 2020, 14:27
Gol GOLL4
No chão: Gol cortou a maior parte da frota e enxugará custos (Imagem: Wikimedia Commons)

A safra de más notícias da Gol (GOLL4) não se limita ao pesado prejuízo líquido de mais de R$ 2 bilhões no primeiro trimestre, pressionado pela disparada do dólar. No relatório de resultados divulgados nesta segunda-feira (4), a companhia traz previsões desanimadoras para o segundo trimestre.

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O impacto das medidas de isolamento social para combater o coronavírus será sentido diretamente em suas operações. A Gol estima que a receita líquida seja de R$ 900 milhões, uma queda de 70% na receita líquida, em relação ao segundo trimestre do ano passado.

A queda refletirá a redução de aproximadamente 80% na capacidade de transporte no segundo trimestre, já antecipando, também, as projeções de um tombo de 5% no PIB neste ano. A redução envolve 100% dos voos internacionais e 75% dos domésticos.

Gestão de caixa

Tão preocupante, quanto isso, é a forte redução da margem de ebitda recorrente, que deve baixar de 25,9% para 6%. Isso indica que a companhia gerará muito menos caixa livre por real faturado.

A companhia informou, ainda, que espera consumir cerca de R$ 9 milhões de caixa por dia, entre abril e junho. A cifra é bem menor que os R$ 22 milhões diários registrados no fim de março, e ficará abaixo dos R$ 12 milhões previstos inicialmente para o segundo trimestre.

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Com o corte de custos e despesas, a partir de meados de março, a Gol pretende economizar R$ 2,4 bilhões de caixa ao longo do ano. Desse total, R$ 1,1 bilhão referem-se a despesas operacionais.

Outras medidas adotadas foram o programa de licença temporária não remunerada, com duração de 30 a 90 dias, ou a suspensão dos contratos de trabalho temporários. As medida envolvem 6.200 funcionários.

Veja o relatório de resultados da Gol.

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Diretor de Redação do Money Times
Ingressou no Money Times em 2019, tendo atuado como repórter e editor. Formado em Jornalismo pela ECA/USP em 2000, é mestre em Ciência Política pela FLCH/USP e possui MBA em Derivativos e Informações Econômicas pela FIA/BM&F Bovespa. Iniciou na grande imprensa em 2000, como repórter no InvestNews da Gazeta Mercantil. Desde então, escreveu sobre economia, política, negócios e finanças para a Agência Estado, Exame.com, IstoÉ Dinheiro e O Financista, entre outros.
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