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Goldman Sachs eleva estimativas para Marfrig (MRFG3) e empresa sobe 4% na bolsa; BRF (BRFS3) sofre ajuste para baixo

23 jan 2025, 16:17 - atualizado em 23 jan 2025, 18:48
marfrig-mrfg3
(Montagem: Money Times)

O Goldman Sachs divulgou quarta-feira (22), depois do fechamento do mercado, um relatório com as prévias dos resultados operacionais da Marfrig (MRFG3) e da BRF (BRFS3) no quarto trimestre de 2024 (4T24).

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Segundo os analistas, Marfrig deve reportar números acima das expectativas. Para a BRF os analistas reduziram as projeções. 

O banco ressalta que continua a ver tendências favoráveis para o frango no Brasil, graças a uma combinação de demanda sólida, oferta limitada e perspectivas de outra boa safra doméstica. O cenário favorece ambas as teses de investimento, mas os analistas têm preferência por um dos papéis.

“Acreditamos que há um melhor risco-retorno na Marfrig e reiteramos nossa classificação de compra para as ações, pois continuamos a ver um caminho claro de desalavancagem ao longo dos próximos dois anos”, dizem os analistas.

A avaliação do Goldman já parece surtir efeito no mercado, com a Marfrig liderando as altas do Ibovespa nesta quinta-feira (23). As ações terminaram a sessão com alta de 4,06%, a R$ 15,56.

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A expectativa de Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Marfrig no 4T24 foi elevada em 10%, impulsionada pela forte depreciação cambial no final de 2024 e por spreads (diferença entre o preço de compra e venda) melhores do que o esperado dentro da National Beef — subsidiária da empresa nos EUA.

Os analistas consideram que a classificação de compra da Marfrig está essencialmente ancorada em sua trajetória de desalavancagem. Na visão deles, uma melhora no balanço patrimonial pode “desbloquear” o lado positivo do papel e dar suporte a melhores avaliações.

“Projetamos que a alavancagem ajustada da Marfrig irá melhorar em 0,7x ao longo de 2025, apoiada pela BRF operando confortavelmente acima de seu ponto de equilíbrio, resultados marginalmente melhores do que o esperado da National Beef e poder de precificação estruturalmente maior dentro de seu portfólio simplificado”, finalizam.

E qual a projeção para a BRF (BRFS3)?

Em relação a BRF, o Goldman realizou um ajuste na expectativa de Ebitda. “Esperamos que a BRF reporte um Ebitda de R$ 3,1 bilhões no 4T24, mas permanecemos classificados como neutros, pois vemos riscos de queda nas expectativas de curto prazo”, afirma.

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O reajuste representa uma queda de 4% frente a projeção anterior e está 9% abaixo do consenso da Bloomberg. O relatório afirma que uma correção nos spreads de exportação já era esperada, mas diz que os analistas acreditavam que a demanda sustentada e as limitações de oferta poderiam mais do que compensar o ajuste.

Embora os analistas tenham reduzido estimativas no curto prazo, a expectativa de Ebitda para 2025-26 foi elevada em 7%, em média, resultando em uma geração média de fluxo de caixa livre de R$ 3,0 bilhões por ano, o que pode abrir espaço para retornos sequencialmente mais fortes aos acionistas.

“Apesar de nossa maior visibilidade no setor, continuamos à margem das ações da BRF, dada a natureza curta de seu ciclo e o que vemos como um perfil de risco-recompensa excessivamente amplo”, dizem. 

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Repórter estagiário no Money Times, graduando em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP). Cobre empresas, mercados e agronegócio desde 2024.
gustavo.silva@moneytimes.com.br
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